A taxa de desemprego caiu para 12,1% no trimestre finalizado em outubro, sexta queda consecutiva e um nível melhor do que o esperado por analistas de mercado, que previam que o indicador recuaria para 12,3%. O dado anterior, de setembro, foi de 12,6%.
Já a renda média dos trabalhadores foi de R$ 2.449, uma queda de 4,6% em relação ao trimestre encerrado em setembro e de 11,1% na comparação com outubro do ano passado.
Os dados são da Pnad Contínua (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios), divulgada nesta terça-feira, dia 28, pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
O número de pessoas em busca de emprego no país se reduziu para 12,9 milhões. A ocupação cresceu em seis de 10 segmentos acompanhados pelo IBGE: indústria geral (alta de 4,6%), construção (+6,5%), comércio, reparação de veículos automotores e motocicletas (+6,4%), alojamento e alimentação (+11%), outros serviços (+7,1%) e serviços domésticos (+7,8%).
De acordo com o IBGE, o número de pessoas empregadas com carteira de trabalho assinada no setor privado subiu 4,1%, enquanto a quantidade de empregados informais cresceu 9,5% na comparação com o trimestre encerrado em setembro.
Já o número de trabalhadores domésticos aumentou 7,8% em relação ao período anterior.
Como o mercado viu o dado?
Para analistas, a taxa de desemprego continua indicando uma tendência de recuperação para o mercado de trabalho. Entretanto, esse número pode se deteriorar a partir do ano que vem, em um cenário de juros em alta e inflação corroendo o poder de compra.
“Os dados antecedentes para o mês de novembro refletiram a deterioração do ambiente doméstico e externo”, avaliou a equipe de analistas do BTG Pactual Digital. “Entendemos que a piora recente do cenário para a atividade econômica ainda não está sendo capturada pelos dados de mercado de trabalho. Assim, entendemos que as perspectivas positivas para o curto prazo podem mudar de direção a partir do próximo ano, lembrando que historicamente a atividade precede o movimento do mercado de trabalho”.