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Superávit do governo federal, estados e municípios surpreende e alcança R$ 12,9 bi; juros futuros caem em reação

Superávit do governo federal, estados e municípios surpreende e alcança R$ 12,9 bi; juros futuros caem em reação

Mercado esperava que resultado ficasse positivo em R$ 3 bilhões

Banco Central BC - foto de Marcello Casal Jr. (Agência Brasil)
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Impulsionado pela alta da arrecadação, o superávit primário do governo federal, estados, municípios e estatais alcançou R$ 12,9 bilhões em setembro, resultado muito acima dos R$ 3 bilhões esperados pelos analistas ouvidos pela Reuters. O dado foi divulgado nesta sexta-feira, dia 29, pelo Banco Central.

O bom desempenho acalmou o mercado de juros futuros: por volta das 12h30 de hoje, o contrato DI com vencimento em janeiro de 2025, por exemplo, era negociado a uma taxa de 12,30%, queda de 33 pontos base na comparação com o fechamento de quinta. Para janeiro de 2023, a taxa era de 12,21%, queda de 26 pontos-base, segundo dados da plataforma TradeMap.

“Apresentando a mesma tendência do resultado primário do governo central divulgado ontem, o dado do setor público consolidado surpreendeu as projeções, impulsionado pelo superávit no governo central e em mais um mês de forte superávit de entes regionais”, avaliou o BTG Pactual, em relatório.

No acumulado do ano, o setor público consolidado anotou superávit primário de R$ 14,2 bilhões, ante déficit de R$ 635,9 bilhões no mesmo período de 2020. Nos últimos 12 meses, o rombo alcança R$ 52,9 bilhões, o equivalente a 0,63% do PIB, uma redução de 0,94 ponto percentual em relação ao déficit acumulado no mês anterior.

Dívida bruta

O Banco Central informou também que a dívida bruta do país, que compreende governo federal, INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) e governos estaduais e municipais, ficou em 83% do PIB, atingindo R$ 6,9 trilhões em setembro, um aumento de 0,3 ponto percentual do PIB em relação a agosto.

Já a dívida líquida chegou, em setembro, a R$ 4,9 trilhões (58,5% do PIB). O resultado refletiu, em especial, os impactos da desvalorização cambial de 5,76% no mês, do superávit primário e dos juros nominais apropriados.

(Com informações da Agência Brasil)

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