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Recessão onde? Indústria do Brasil cresce de novo em junho, mas fica menos confiante, diz S&P

Recessão onde? Indústria do Brasil cresce de novo em junho, mas fica menos confiante, diz S&P

Dados da S&P mostram que indústria brasileira segue crescendo, mas reforçam percepção de que recessão no exterior é possível

grupo de pessoas conversando dentro de uma fábrica

Foto: Shutterstock

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A atividade industrial brasileira cresceu mais uma vez em junho, com as empresas do setor registrando aumento nos novos pedidos pelo quarto mês consecutivo e incrementando tanto a produção quanto o quadro de funcionários, afirmou a S&P Global em um relatório.

O documento mostrou que o índice de atividade industrial do Brasil caiu para 54,1 pontos em junho, de 54,2 pontos em maio. A leitura acima de 50 pontos, no entanto, indica que a atividade do setor está crescendo. No segundo trimestre, a pontuação média foi de 53,4 – a maior desde o terceiro trimestre de 2021.

“O mercado doméstico forneceu o principal impulso para o crescimento constante dos pedidos a fábricas, o que, por sua vez, suportou a criação de empregos e o aumento dos volumes de produção”, disse Pollyanna De Lima, Diretora Associada de Economia da S&P Global Market Intelligence.

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Os bons resultados levaram as empresas consultadas pela S&P a continuarem confiantes em relação ao aumento da produção nos próximos 12 meses, mas o otimismo diminuiu para o menor nível em três meses, principalmente por causa das preocupações com a inflação e o aumento de juros .

O cenário internacional, no entanto, também entra nesta conta.

Segundo as empresas ouvidas pela S&P, os problemas na cadeia de suprimentos pioraram em junho, o que pode ser medido pelo aumento no tempo de entrega de insumos. O prazo médio observado no mês passado foi o maior desde janeiro.

“As empresas continuaram comprando insumos adicionais em meio a um atraso considerável entre a compra e a aquisição real de matérias-primas”, disse Almeida.

Os preços das matérias-primas também seguiram afetando os negócios das indústrias brasileiras, que repassaram o aumento de custos para os consumidores, mas ressaltaram que esta decisão restringiu as vendas e prejudicou principalmente a capacidade de seus produtos para concorrerem no mercado internacional. As encomendas para exportação, por exemplo, caíram pelo quarto mês consecutivo em junho.

Mercado espera recessão lá fora

A percepção das indústrias reforça o sentimento do mercado financeiro ao longo do mês passado. Os principais índices acionários globais acumularam queda em junho, dada a expectativa crescente de recessão nos Estados Unidos.

Na quinta-feira (30), dados divulgados pelo Federal Reserve de Atlanta, uma ramificação do banco central americano, mostraram que a economia dos EUA pode ter encolhido 1% no segundo trimestre.

A possibilidade de recessão no país é um dos fatores que vêm assombrando os investidores, visto que pode diminuir o lucro das empresas por lá e afetar negativamente os resultados de companhias em outros países.

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