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IPCA-15: inflação de janeiro desacelera para 0,58%, mas vem acima do esperado

IPCA-15: inflação de janeiro desacelera para 0,58%, mas vem acima do esperado

De nove grupos, somente transportes registrou queda de preços; cenário reforça alta de 1,5 ponto na Selic

Mercado inflacao pixabay

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Após subir 0,78% em dezembro, o IPCA-15 (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) desacelerou para uma alta de 0,58% em janeiro, redução influenciada pela queda nos preços da gasolina e passagens aéreas. Apesar de perder ritmo, o aumento veio acima do esperado pelos analistas ouvidos pela Reuters, que apostavam em uma expansão de 0,43%.

Em 12 meses, o indicador tem alta de 10,20%, abaixo dos 10,42% registrados em dezembro, segundo dados divulgados nesta quarta-feira (26) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

De acordo com o órgão, a desaceleração foi influenciada por transportes, que recuaram 0,41% por causa da redução nos preços da gasolina e das passagens aéreas.

Apesar disso, os outros oito grupos de produtos e serviços acompanhados pelo IBGE tiveram alta nesta prévia de inflação de janeiro. Alimentação e bebidas subiu 0,97%, com a categoria sentindo o impacto de alimentação no domicílio (alta de 1,03%), cebola (+17,09%), frutas (+7,10%), café moído (+6,50%) e das carnes (+1,15%).

Segundo o IBGE, o grupo saúde e cuidados pessoais avançou 0,93%, com destaque para itens de higiene pessoal, que saltaram 3,79% no mês. Já em habitação, que subiu 0,62%, o maior impacto veio do aluguel residencial, com aumento de 1,55%, e gás encanado, que saltou 8,40%.

O vestuário subiu 1,48%, e foi a maior alta do indicador, registrando aumento de preços em todos os itens: roupas masculinas (+2,35%), roupas femininas (+1,19%) e calçados e acessórios (+1,20%). Nos artigos de residência, o aumento foi de 1,40%, com destaque para eletrodomésticos e equipamentos (+2,26%).

Dado reforça alta de 1,5 ponto na Selic

Para economistas, o dado reforça as expectativas de novo aumento de 1,5 ponto percentual na taxa básica de juros, a Selic, na reunião do Copom (Comitê de Política Monetária do Banco Central) na semana que vem. Atualmente, a taxa está em 9,25% ao ano.

“Estamos presos numa situação difícil, onde dados econômicos ainda vêm ruins. Hoje, por exemplo, a FGV [Fundação Getulio Vargas] mostrou que a confiança do setor de construção recuou, e mesmo assim a inflação persiste”, apontou o economista-chefe da Necton, André Perfeito, que anteriormente vinha apostando em uma alta menor na taxa, de 1,25 ponto. “Nos parece que outro ajuste de 150 pontos é inevitável na próxima reunião”.

Especialistas ouvidos semanalmente pelo Boletim Focus, pesquisa do Banco Central, apostam que o IPCA terminará 2022 em alta de 5,15%, acima do teto da meta de inflação para o ano, de 3,5% com intervalo de tolerância para cima ou para baixo. A expectativa é que os juros terminem 2022 em 11,75% ao ano.

Por que esse dado é importante?

Indicações de uma inflação maior ou menor afetam os juros futuros, e o IPCA é o indicador oficial acompanhado pelo Banco Central em suas decisões de política monetária. Uma variação de preços mais expressiva do que o esperado pesa a favor de altas mais expressivas na taxa básica Selic, e vice-versa (menos inflação tende a requerer uma alta menor nos juros lá na frente).

Os juros futuros, por sua vez, afetam diretamente a Bolsa, já que o cálculo do valor atual de uma empresa é feito também com base no quanto ela gerará de valor lá na frente. Essa estimativa é trazida a valor presente através de uma taxa de desconto, que em geral corresponde aos juros de longo prazo.

Além disso, uma inflação elevada como a que temos hoje tende a corroer o poder de compra da população, o que é uma má notícia em especial para empresas ligadas a consumo.

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