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Inflação desacelera mais que previsto em novembro com ajuda da Black Friday

Inflação desacelera mais que previsto em novembro com ajuda da Black Friday

Alta nos preços dos combustíveis impediu desaceleração mais intensa, segundo IBGE

Mercado inflacao pixabay
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A inflação no Brasil desacelerou em novembro num ritmo maior que o esperado pelo mercado, refletindo a queda nos preços relacionados a alimentação e saúde e alta menos intensa em outros segmentos. Transportes, no entanto, continuam segurando a inflação em níveis altos, principalmente por causa dos preços da gasolina.

O Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), indicador oficial de inflação, subiu 0,95% em novembro ante outubro, quando havia subido 1,25%. Instituições financeiras ouvidas pelo Banco Central no fim da semana passada esperavam que o índice apresentasse desaceleração menos intensa e subisse  1,07%.

No acumulado em 12 meses, o IPCA avançou 10,74% em novembro – também aquém das previsões do mercado, que esperava alta de 10,87%.

A inflação perdeu força – ou virou queda de preços – em praticamente todos os grupos pesquisados durante o mês de novembro na comparação com outubro. A única exceção foi o segmento de Transportes, onde os preços subiram 3,35% influenciados pelos combustíveis – em particular a gasolina, que ficou 7,38% mais cara. Houve altas também nos preços do etanol (10,53%), do óleo diesel (7,48%) e do gás veicular (4,30%).

Com o resultado de novembro, a gasolina acumula, em 12 meses, alta de 50,78%, o etanol de 69,40% e o diesel, 49,56%.

ipca nov

No segmento de Habitação, onde a alta dos preços em novembro foi quase a mesma do mês de outubro, o que pesou foram reajustes nas tarifas de energia elétrica em Goiânia, Brasília e São Paulo, segundo o gerente do IPCA no IBGE, Pedro Kislanov.

Black Friday salvou

Novembro também foi marcado pela queda nos preços de alimentação e bebidas (-0,04%), principalmente porque ficou 0,25% mais barato comer fora de casa em relação a outubro.

Os preços de itens relacionados a saúde e cuidados pessoais também recuaram (-0,57%), puxados por itens de higiene pessoal (-3,00%), perfumes (-10,66%), artigos de maquiagem (-3,94%) e produtos para pele (-3,72%).

“A Black Friday ajuda a explicar a queda tanto no lanche quanto nos itens de higiene pessoal. Nós observamos várias promoções de lanches, principalmente nas redes de fast food no período. E no caso dos itens de higiene pessoal, várias marcas nacionais deram descontos nos preços dos produtos em novembro. No Brasil, diferente de outros países, os descontos não são centrados em um único dia. Os descontos acabam sendo dados ao longo do mês”, disse Kislanov.

Além disso, a variação dos planos de saúde (-0,06%) segue negativa, refletindo a redução de 8,19% determinada em julho pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) para os planos de saúde individuais.

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