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Pandemia e dólar nas alturas: gasto de brasileiro com viagens no exterior é o menor desde 2005

Pandemia e dólar nas alturas: gasto de brasileiro com viagens no exterior é o menor desde 2005

Despesas com viagens fora do país soma US$ 5,249 bilhões em 2021

euro dólar câmbio cédulas

Foto: Pixabay

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A combinação entre alta cotação do dólar e continuidade da pandemia fez com que os brasileiros reduzissem seus gastos com viagens no exterior. Essa despesa totalizou US$ 5,249 bilhões em 2021, uma queda 2,7% na comparação com o ano anterior, quando as restrições nas fronteiras eram muito maiores.

Os dados divulgados nesta quarta-feira (26) pelo Banco Central mostram que esse número é o menor desde 2005, indicando que o brasileiro está com dificuldade de retomar uma trajetória de viagens e gastos no exterior.

“Quando se olha a pandemia e o nível da moeda americana, temos uma explicação para isso. A conjuntura explica essa queda”, diz Cleber Alessie, gerente de derivativos financeiros da corretora H.Commcor.

No ano passado, o dólar subiu 7,5%, o que encarece as viagens internacionais e pode inviabilizar parte das despesas antes planejadas.

O quadro muda um pouco quando se olham só os dados de dezembro, mês em que tradicionalmente há um volume maior de viagens. As despesas de brasileiros no exterior foram de US$ 784 milhões, mais que o dobro de dezembro de 2020.

De acordo com Alessie, esse aumento já era esperado, uma vez que havia um maior número de países fechados para estrangeiros em dezembro de 2020, quando a vacinação teve início em alguns países.

Pela metodologia do BC, esses gastos contabilizam as compras que foram realizadas por brasileiros no exterior, não necessariamente apenas dos que estão em viagem (uma compra em um site estrangeiro com cartão de crédito entra nessa conta).

Já os gastos de estrangeiros no Brasil foi de US$ 2,947 bilhões, o que significa que o país registrou em 2021 um déficit de US$ 2,302 bilhões na conta de serviços de viagem, ou seja, os brasileiros gastaram mais no exterior do que os estrangeiros gastaram no Brasil.

Apesar do déficit, Alessie lembra que esses números de viagens são marginais quando se olha os dados da balança de pagamentos e do setor externo como um todo.

Investimentos

Nos dados do setor externo, um número que economistas e analistas gostam de olhar é o de investimentos estrangeiros diretos na economia brasileira. Eles somaram US$ 46,441 bilhões em 2021, alta de 22,9% na comparação com 2020.

Apesar do avanço, o número ficou abaixo dos US$ 52 bilhões previstos pelo BC.

Nessa conta entram os investimentos na capacidade produtiva do país, como a compra ou construção de uma fábrica ou ampliação da capacidade daquelas já existentes.

Apesar do número abaixo do esperado, Alessie afirmou que está otimista com o fluxo de recursos para o Brasil.

“Mesmo com desafios fiscais e políticos, pelo menos esse começo de ano há uma maior disposição do estrangeiro com o Brasil”, explica.

Essa maior disposição, segundo ele, está sendo demonstrada nos investimentos em Bolsa, que não entram na conta do investimento estrangeiro direto, mas que serve de sinalização para o interesse de estrangeiro no país.

Ele lembra que esse fluxo de estrangeiros para a Bolsa, mesmo que uma parte seja apenas realocação, já tem contribuído para a queda da cotação do dólar nos últimos dias.

 

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