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Focus: analistas voltam a reduzir projeção de alta do PIB em 2022; aposta é de 0,36%

Focus: analistas voltam a reduzir projeção de alta do PIB em 2022; aposta é de 0,36%

Os especialistas acreditam que a Selic encerrará 2022 em 11,50% ao ano

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Os analistas de mercado ouvidos pela pesquisa Focus voltaram a reduzir suas projeções para a alta do PIB (Produto Interno Bruto) em 2022. Agora, a expectativa é um crescimento de 0,36%, inferior ao estimado na semana anterior, quando as apostas haviam sido reduzidas para 0,42%.

O levantamento semanal foi divulgado pelo Banco Central nesta segunda-feira, dia 3.

A avaliação é que neste ano a atividade irá sofrer com a forte elevação da taxa de juros e inflação ainda em um patamar alto, além das incertezas trazidas pelas eleições presidenciais.

Os especialistas ouvidos pelo levantamento acreditam que a Selic (taxa básica de juros) encerrará 2022 em 11,50% ao ano), patamar que será reduzido a partir de 2023, encerrando o ano que vem em 8% ao ano (as projeções não foram alteradas em relação ao levantamento anterior).

As apostas para o câmbio no final deste ano se mantiveram em R$ 5,60, e as projeções para o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), que é a inflação oficial do Brasil, em 5,03%.

Para 2023, os analistas acreditam que o PIB crescerá 1,80% (mesma aposta anterior), inflação de 3,40% (levemente acima dos 3,38% projetados na pesquisa anterior), e mantiveram as expectativas de um câmbio de R$ 5,40.

Já para o fechamento de 2021, as apostas são de um IPCA de 10,01% (pouco abaixo da pesquisa anterior, de 10,02%) e de uma alta do PIB de 4,50% (o levantamento anterior apostava em 4,51%).

O que é a pesquisa Focus?

O Boletim Focus é uma publicação divulgada todas as segundas-feiras pelo Banco Central às 8h25, contendo um resumo das expectativas de mercado a respeito dos principais indicadores da economia brasileira, como taxa de juros básica, inflação, câmbio e juros.

O relatório apresenta resultados de uma pesquisa feita diariamente com as previsões de bancos, gestoras de recursos e corretoras, entre outros participantes do mercado, e faz parte do arcabouço da política monetária. O objetivo é monitorar a evolução das expectativas do mercado para as principais variáveis macroeconômicas, dando assim elementos ao Banco Central para decidir sobre a taxa básica da economia, a Selic.

O levantamento foi criado em 1999 como parte da transição brasileira para o regime de metas de inflação, no qual o BC se compromete a atuar para garantir que a variação de preços medida pelo IPCA esteja em linha com um objetivo pré-estabelecido.

Um dos propósitos do BC é exatamente ancorar (ou guiar) as expectativas do mercado financeiro. A razão para isso é que, quanto mais previsíveis forem as condições macroeconômicas de um país, menores tendem a ser as contrapartidas pedidas pelos investidores.

 

Boletim Focus 31.12 1

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