Navegue:
Boletim Focus: analistas revisam para cima projeção de inflação em 2022

Boletim Focus: analistas revisam para cima projeção de inflação em 2022

Especialistas ouvidos pelo Banco Central agora apostam em dólar mais baixo no final do ano

focusboletim

Foto: Shutterstock

Por:

Gabriel Tomé

Compartilhe:

Por:

Gabriel Tomé

Com as pressões inflacionárias se mantendo elevadas neste início de ano, os analistas ouvidos semanalmente no Boletim Focus, pesquisa do Banco Central, agora esperam um IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) de 5,56% no final de 2022, na mediana.

No levantamento anterior, feito há uma semana, as apostas eram de uma inflação de 5,50% em dezembro.

Cada vez mais as apostas se afastam da meta para o ano, que é de 3,5%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima e para baixo. As expectativas para a inflação de 2023 foram mantidas em 3,5%, pouco acima do centro da meta para o ano que vem, que é de 3,25%.

Os especialistas ouvidos na pesquisa ainda reduziram as expectativas para o dólar no final deste ano e do próximo. Para 2022, as apostas agora são de um câmbio de US$ 5,50 (na semana anterior, era de US$ 5,58). Para 2023, as projeções foram reduzidas de US$ 5,45 para US$ 5,36.

As expectativas para PIB e juros foram mantidas. Os analistas continuam esperando que a atividade cresça 0,30% em 2022 e 1,50% em 2023, e que a taxa básica, a Selic, encerre este ano em 12,25% e o próximo em 8%.

 

O que é a pesquisa Focus?

O Boletim Focus é uma publicação divulgada todas as segundas-feiras pelo Banco Central às 8h25, contendo um resumo das expectativas de mercado a respeito dos principais indicadores da economia brasileira, como taxa de juros básica, inflação, câmbio e juros.

O relatório apresenta resultados de uma pesquisa feita diariamente com as previsões de bancos, gestoras de recursos e corretoras, entre outros participantes do mercado, e faz parte do arcabouço da política monetária. O objetivo é monitorar a evolução das expectativas do mercado para as principais variáveis macroeconômicas, dando assim elementos ao Banco Central para decidir sobre a taxa básica da economia, a Selic.

O levantamento foi criado em 1999 como parte da transição brasileira para o regime de metas de inflação, no qual o BC se compromete a atuar para garantir que a variação de preços medida pelo IPCA esteja em linha com um objetivo pré-estabelecido.

Um dos propósitos do BC é exatamente ancorar (ou guiar) as expectativas do mercado financeiro. A razão para isso é que, quanto mais previsíveis forem as condições macroeconômicas de um país, menores tendem a ser as contrapartidas pedidas pelos investidores.

Compartilhe:

Compartilhe: