O governo diminuiu em 34,3% suas projeções para o déficit primário de 2021, de R$ 286 bilhões para R$ 187,7 bilhões, de acordo com o Relatório Bimestral de Avaliação de Receitas e Despesas, do Ministério da Economia, divulgado nesta sexta-feira, 21.
De acordo com a apresentação do Ministério, a reestimativa é principalmente reflexo de uma melhoria da receita, impulsionada pela retomada do crescimento.
“A gente projeta para o final do ano déficit de 2,2 % do PIB (Produto Interno Bruto). Continuamos com o déficit, mas com a trajetória de melhora ao longo dos anos”, disse Bruno Funchal, secretário do Tesouro Nacional do Ministério da Economia.
No relatório anterior de abril, foi previsto um déficit de 3,5% do PIB.
A projeção de receitas aumentou R$ 108,4 bilhões (6,6%), saindo do R$ 1,643 trilhão do relatório passado para o atual R$ 1,752 trilhão.
Para a receita líquida de transferências, houve crescimento de R$ 88,2 bilhões ante relatório anterior, para R$ 1,433 trilhão.
Por outro lado, as despesas primárias caíram R$ 10,1 bilhões, para R$ 1,621 trilhão.
Nesta semana, a expectativa para o PIB deste ano subiu 3,2% para 3,5%, assim como a de inflação, de 15,21% para o Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI).
O montante de créditos extraordinários, que se encontram fora do teto de gastos, foi elevado em R$ 11,7 bilhões de reais contra abril, para R$ 99,5 bilhões.
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*com Reuters
Foto: Governo Federal