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Bank of America triplica previsão de crescimento do Brasil em 2022, mas corta a de 2023

Bank of America triplica previsão de crescimento do Brasil em 2022, mas corta a de 2023

Bank of America espera crescimento de 1,5% na economia brasileira em 2022 e de 0,9% em 2023, com juros altos contribuindo para desaceleração

ilustração com notas de real e gráfico de colunas com resultados ascendentes

Foto: Shutterstock

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O Bank of America (BofA) triplicou a previsão de crescimento da economia brasileira este ano, por causa do cenário externo favorável, mas cortou pela metade a estimativa de expansão em 2023, citando como justificativa o nível elevado da taxa de juros.

O BofA espera que o PIB (Produto Interno Bruto) do Brasil cresça 1,5% neste ano. A previsão anterior era de 0,5%. A mudança na previsão deve-se ao aumento nos preços das commodities e ao fluxo positivo de investimentos em mercados emergentes. Estes dois fatores, segundo o banco, devem impulsionar as exportações e ajudar a destravar investimentos.

Além disso, o BofA destaca que, neste ano, o governo aumentou em 54% as medidas de estímulo à economia em comparação ao ano passado, e que isso também ajudará a impulsionar o crescimento.

Nas contas da instituição financeira, os incentivos vindos do setor público em 2022 somam R$ 258 bilhões, e as medidas associadas a este valor incluem desde a liberação de recursos do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) até a redução do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados).

“Embora ainda estejamos em maio, o governo não conseguirá continuar lançando novas medidas no segundo semestre por causa de restrições da lei eleitoral. O impulso ao crescimento será concentrado no segundo trimestre”, disse o Bofa em relatório.

Para 2023, o banco diminuiu a previsão de crescimento do PIB de 1,8% para 0,9%, principalmente porque será só no ano que vem que o Brasil sentirá inteiramente os efeitos da alta nos juros.

“Achamos que os juros reais só chegaram ao território contracionista no terceiro trimestre de 2021, embora o banco central tenha começado o ciclo de aperto em março daquele ano. Isso significa que o efeito cumulativo da alta nos juros terá um impacto mais forte no terceiro trimestre de 2022, culminando com uma leitura negativa [para o PIB] no primeiro trimestre de 2023”, disse o BofA.

A instituição financeira acredita que o consumo do setor privado vai sofrer com atraso o efeito dos juros maiores, no primeiro semestre de 2023, mas começará a se recuperar no segundo semestre. O BofA também acha que o Banco Central começará a cortar os juros no ano que vem, o que melhorará as condições de crédito para as famílias e empresas.

“O crescimento dos investimentos deve ser mais forte – um outro bom motivo para isso será a diminuição dos níveis de incerteza porque as preocupações eleitorais terão ficado para trás”, acrescentou.

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