Quem pagou bons dividendos em 2021 e quem deve fazer a alegria dos investidores em 2022

O volume distribuído a acionistas chegou a R$ 309,7 bilhões em 2021, uma alta de 109,74% em relação a 2020

Dividendos

Fonte: Pixabay

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O ano de 2021 foi positivo para quem gosta de retornos via dividendos. O volume distribuído a acionistas chegou a R$ 309,7 bilhões, até o dia 17 de dezembro de 2021, ante os R$ 147,6 bilhões, de 30 de dezembro de 2020 – uma alta de 109,74% – em um levantamento que considera os dividendos e juros sobre capital próprio em termos nominais (sem descontar a inflação) das empresas que estão sendo negociadas na Bolsa.

Ano Valor dos Proventos Pagos
2020 R$ 147,6 bilhões
2021 R$ 309,7 bilhões
Variação (%) 109,74%

Fonte: TradeMap

O que são dividendos?

Os dividendos são, basicamente, a parte do lucro de uma empresa que é distribuído aos seus acionistas, proporcionalmente à quantidade de ações. De acordo com a Lei das S.A., as empresas de capital aberto têm de distribuir no mínimo 25% dos seus lucros aos acionistas.

As empresas brasileiras podem distribuir os lucros aos investidores de duas formas: dividendos ou Juros sob Capital Próprio (JCP). A diferença é que os dividendos são recebidos integralmente pelo investidor, enquanto o JCP é tributado em 15% pela Receita Federal na data do depósito. A periodicidade e o valor do pagamento de proventos são de acordo com a política de dividendos da empresa, podendo ser efetuado mensal, trimestral, semestral ou anualmente.

O ano de 2021 foi marcado por uma forte volatilidade para bolsa, com o índice Ibovespa (IBOV) apresentando queda de 7,70%, nos últimos doze meses, até o dia 17 de dezembro de 2021, enquanto o índice de dividendos (IDIV)  reduziu 3,85%, na mesma base de comparação.

IDIV e IBOV
Fonte: TradeMap

Desta forma, vale analisar realmente quais empresas distribuíram bons proventos, ou seja, que realmente tiveram crescimento via melhora de seus resultados e não só por conta da queda de suas ações. Vale destacar que o dividend yield (taxa de retorno dos dividendos) consiste em dividir o valor dos dividendos pagos pelas ações.

O que é dividend yield?

É um indicador que mede o rendimento de uma ação apenas com o pagamento de dividendos. É calculado na forma de uma taxa que relaciona os proventos distribuídos pela empresa e o preço das suas ações negociadas na bolsa de valores.


As boas pagadoras de dividendos normalmente costumam ser empresas maduras e bem estabelecidas nos seus segmentos de atuação, com uma necessidade de investimento baixa e receitas reajustadas periodicamente.

Os exemplos clássicos são as empresas do setor elétrico e de saneamento, além das holdings que são grandes pagadoras de proventos, conforme podemos verificar na tabela abaixo. As três primeiras têm receita previsível e histórico de boas pagadoras de proventos, por serem holdings ou empresa de energia. Como têm a possibilidade de dividir boa parte do lucro com os acionistas, apresentam também um dividend yield elevado.

As melhores pagadoras de dividendos em 2021, foram:

Empresas

Código

Dividend Yield (%)

Copel

CPLE6

22,93%

Metalúrgica Gerdau

GOAU4

20,89%

Bradespar

BRAP4

19,71%

Petrobras

PETR4

18,95%

Vale

VALE3

18,61%

Braskem

BRKM5

13,63%

CPFL Energia

CPFE3

13,49%

Qualicorp

QUAL3

13,01%

Taesa

TAEE11

12,08%

Gerdau

GGBR4

11,40%

Fonte: TradeMap

O setor de energia elétrica, um dos mais lembrados quando o assunto é dividendo, nesse ano também teve destaque. Em primeiro lugar ficou a Copel, estatal do Paraná. Entre as dez melhores pagadoras, também aparecem outras do setor, como as ações da CPFL Energia, companhia integrada de energia e da ISA CTEEP, transmissora que atua no mercado paulista. Do lado das holdings, tivemos a Metalurgica Gerdau e a Bradespar. 

Nesse ano, também tivemos alguns destaques como a distribuição de proventos ‘gordos’ da Petrobras (PETR4) e da Vale (VALE3), que aparecem na quarta e na quinta colocação no ranking de melhores pagadoras de provento – e com crescimento dos dividendos via melhora de seus resultados. Nos últimos doze meses, a Petrobras distribuiu cerca de R$ 30,7 bilhões em forma de proventos, ante a distribuição de R$ 2,5 bilhões no ano de 2020. Essa remuneração ao acionista representa um retorno com dividendos (dividend yield – rentabilidade dos dividendos de uma empresa em relação ao preço de suas ações) de 18,95%, com fechamento de 17 de dezembro de 2021.

dividendos Petrobras 1
Fonte: TradeMap

Para 2022, a Petrobras confirmou que pretende pagar de US$ 60 bilhões a US$ 70 bilhões em dividendos entre os anos de 2022 e 2026. A previsão foi anunciada com a apresentação do Novo Plano de Negócios a Investidores.

Enquanto isso, a Vale, nos últimos doze meses, distribuiu cerca de R$ 73 bilhões em forma de dividendos recorrentes e extraordinários e juros sobre o capital próprio (JCP). Essa remuneração ao acionista representa um retorno um dividend yield de 18,61%, com fechamento de 17 de dezembro de 2021.

Dividendos Vale 1
Fonte: TradeMap

Como perspectiva, acreditamos que a Vale continuará distribuindo bons proventos no ano de 2022, consequência de sua forte geração de caixa aos acionistas, dado o seu baixo nível de alavancagem atual. Além do cenário ainda positivo, com preço do minério de ferro e o dólar elevados.

Vale a pena optar por investir em boas pagadoras de proventos ante a renda fixa?

Alguns investidores utilizam o retorno da taxa do CDI, principal benchmark das aplicações de renda fixa, ou ainda a taxa básica de juros (Selic) como uma referência de comparação para o dividend yield.

Se levarmos em consideração a Gerdau, que foi a décima colocada na tabela de maior dividend yield,o valor distribuído foi bem superior à taxa básica de juros (Selic), que agora está em 9,25%. No entanto, como o investimento em ações tem um risco bem mais elevado, a lógica é de que o retorno com os dividendos de uma empresa deveria ser no mínimo igual aos juros da renda fixa. Caso contrário, mais valeria investir em uma aplicação com risco menor.

Outro ponto que vem deixando em evidência as empresas de proventos é a possibilidade dos dividendos serem tributados. O impacto mais direto para o acionista seria a diminuição do valor recebido em dividendos, uma vez que uma parte iria para o pagamento de impostos. Outro impacto negativo seria a preferência dos investidores a ativos com rendimentos mais atrativos, em detrimento a empresas que são maiores pagadoras de proventos. Com isso, a desvalorização das ações é outro possível impacto.

Hoje como funciona a tributação de dividendos no Brasil?

Os dividendos no Brasil são distribuídos aos acionistas livres de impostos, pois os tributos são cobrados sobre o lucro da companhia. Portanto, quem arca com o pagamento de imposto são as empresas. A proposta que está no Congresso para ser votada prevê uma tributação de dividendos, além do fim dos Juros sobre Capital Próprio.

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