Inflação em 12 meses dos EUA atinge maior nível desde 1990

Foto: Pixabay

O índice de preços ao consumidor dos Estados Unidos subiu 0,9% em outubro na comparação com o mês anterior, quando havia registrado alta mensal de 0,4%, segundo dados divulgados pelo governo do país. No acumulado em 12 meses, a inflação acelerou para 6,2% em outubro – a maior leitura desde novembro de 1990 –, de 5,4% em setembro.

O aumento nos preços foi generalizado, com as maiores contribuições para o avanço vindo dos segmentos de energia, habitação, alimentos e veículos. O índice que mede apenas os preços da energia subiu 4,8% em outubro ante setembro, puxado por um aumento de 6,1% da gasolina, embora outros componentes também tenham ficado mais caros. O índice de preços de alimentos subiu 0,9 na comparação mensal, enquanto o de alimentação em casa aumentou 1,0%.

O núcleo do índice de preços ao consumidor, que mede a inflação sem considerar alimentos e energia, subiu 0,6% em outubro – alta superior à de 0,2% observada em setembro -, também com aumento bem disseminado entre os componentes.

“Juntamente com habitação, carros e caminhões usados e novos veículos, os índices para cuidados médicos, operações e equipamento domésticos e recreação todos aumentaram em outubro. Os índices de tarifas aéreas e bebidas alcoólicas estavam entre os poucos que caíram na comparação mensal”, disse o governo norte-americano em nota.

No acumulado em 12 meses, o núcleo do índice de preços ao consumidor subiu 4,6% em outubro – a maior alta desde agosto de 1991.

O resultado do indicador veio perto do que o mercado esperava, embora a variação em 12 meses tenha ficado um pouco acima do previsto, segundo dados da CIBC Economics.

O banco Nordea havia dito antes da divulgação dos dados de inflação americana que provavelmente os preços continuariam subindo por causa dos preços da energia e dos aluguéis, e que a alta de preços deve ficar mais abrangente até 2022.

“Achamos que a inflação dos Estados Unidos dê uma pernada para cima com o núcleo atingindo o território de mais de 5% antes do Ano Novo, enquanto o índice cheio deve exceder 6%. A ampliação do quadro inflacionário deve continuar em 2022 conforme o crescimento dos salários tende a acelerar a pressão nos preços”, acrescentou.

 

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