O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central inicia nesta terça-feira, 21, a primeira parte da sexta reunião do ano para definir a taxa básica de juros do Brasil, a Selic. Amanhã, após o fechamento do mercado, a autarquia divulgará a decisão.
Grande parte do mercado financeiro acredita que a Selic deve subir de 5,25% ao ano para 6,25% ao ano, o que representa um aumento de 1 ponto percentual frente à última mudança.
Já para o final de 2021, os economistas projetam uma taxa de 8,25% ao ano, conforme consta no Boletim Focus publicado ontem (20) pelo BC.
Além disso, na ata da última reunião, os membros do Copom sinalizaram que devem manter o aumento da taxa no mesmo patamar, com uma política monetária mais contracionista diante do avanço da inflação.
Afinal, como é decidido se há ou não corte?
O Banco Central tem como missão controlar a inflação do país e, por isso, utiliza o sistema de metas como base. Para 2021, a meta central inflacionária é de 3,75%, com variação de 2,25% a 5,25%.
A cada 45 dias, o Copom se reúne para decidir como ficará a Selic. A decisão é baseada em vários indicadores financeiros do país, sendo que, ao fim do encontro, a taxa pode sofrer alguma alteração, tanto para mais quanto para menos, assim como também permanecer estável.
O que é a Selic?
Sempre que vemos algum noticiário ou matéria voltada ao mercado financeiro, encontramos essa tal de “Selic”. Para quem é desse ramo, com certeza já sabe de cor a sua importância à economia brasileira, não é mesmo?
Por outro lado, para quem está entrando neste segmento agora talvez haja alguma dúvida referente a este termo.
Ela nada mais é do que a taxa básica de juros no Brasil. Sua sigla significa Sistema Especial de Liquidação e Custódia.
Dessa forma, a Selic influencia todas as demais taxas de juros no Brasil, como as que são cobradas em empréstimos, financiamentos e, até mesmo, em retorno em aplicações financeiras, como títulos do Tesouro Direto.