Maiores altas e baixas do Ibovespa na semana

Fonte: Shutterstock/Alf Ribeiro

A semana foi marcada pela intensificação do conflito no Oriente Médio. Os investidores acompanharam a sequência de ataques entre Estados Unidos, Irã e houthis do Iêmen, além das ameaças ao transporte marítimo nos estreitos de Ormuz e Bab el-Mandeb, importantes rotas para o comércio mundial de petróleo.

No cenário doméstico, entrou em vigor a tarifa adicional de 25% imposta pelos Estados Unidos sobre parte das exportações brasileiras, seguida por uma nova alíquota de 12,5% aplicada ao Brasil dentro de um pacote comercial mais amplo anunciado por Washington.

No ambiente corporativo, a temporada de resultados ganhou força e movimentou diversos setores. A WEG se destacou após divulgar balanço acima das expectativas, enquanto Vale apresentou forte produção de minério de ferro no segundo trimestre


Maiores altas 



A CSN Mineração (CMIN3) avançou 6,75% na semana. O desempenho foi impulsionado pela aceleração do programa de recompra de ações da companhia, somada ao ambiente de menor liquidez no mercado brasileiro, fatores que favoreceram um movimento de short squeeze e impulsionaram os papéis.

A CSN (CSNA3) registrou alta de 6,14% na semana. O movimento refletiu a melhora da percepção dos investidores sobre o plano de desalavancagem da companhia, diante da expectativa de venda de ativos e redução do endividamento. A perspectiva de recuperação do mercado doméstico de aço e a força do negócio de cimento também contribuiram para reforçar o otimismo em relação às ações.

A Brava Energia (BRAV3) avançou 5,47%% na semana. A valorização foi impulsionada pela alta do petróleo Brent, que voltou a superar os US$ 100 por barril em meio à intensificação das tensões no Oriente Médio. O movimento reforçou as expectativas de maior geração de receita para as empresas de exploração e produção de petróleo, favorecendo o desempenho das ações da companhia.

Maiores quedas

 

 

A Hapvida (HAPV3) recuou 12,83% na semana. O movimento refletiu as preocupações do mercado com a continuidade da redução da base de beneficiários da companhia, fator que levou analistas a postergarem as expectativas de recuperação operacional. A persistência de custos assistenciais elevados e as incertezas em torno da execução da estratégia da nova administração também contribuíram para pressionar as ações.

A Azzas 2154 (AZZA3) recuou 10,44% na semana. O movimento refletiu a cautela dos investidores em relação ao ritmo de recuperação da companhia, diante dos desafios para melhorar o desempenho de algumas unidades de negócio, como Hering, Shoes & Bags e Basic. O mercado também seguiu acompanhando a capacidade da empresa de acelerar o crescimento e capturar os ganhos esperados com a integração entre Arezzo&Co e Grupo Soma.

A Yduqs (YDUQ3) recuou 9,64% na semana. O movimento foi pressionado pela revisão para baixo das estimativas do Citi para o segundo trimestre de 2026, levando o banco a reduzir o preço-alvo das ações. A expectativa de resultados abaixo do consenso, diante da perspectiva de receita mais fraca e maior pressão sobre as despesas operacionais, aumentou a cautela dos investidores em relação à companhia.

Em síntese, a combinação de fatores externos e resultados corporativos guiou o desempenho do Ibovespa e o comportamento das principais ações na semana.

 

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