Presidente do BC quer reduzir compulsórios; bancos sobem na B3

O presidente do Banco Central (BC), Roberto Campos Neto, afirmou que, apesar da economia brasileira passar por um momento difícil, o Brasil vai registrar resultados positivos ainda no final de 2019. As informações são do jornal Correio Braziliense. Sua ideia é reduzir os depósitos compulsórios para injetar mais liquidez na economia. Com essa notícia, os bancos estão subindo a dois dias na B3.

“O crescimento está aquém do que nós gostaríamos. Temos na margem uma recuperação pequena. Acreditamos que estamos passando pelo pior momento e vamos começar a crescer no segundo semestre, mais provavelmente no quarto trimestre”, comentou Campos durante a conferência Agenda do Brasil para Crescimento Econômico e Desenvolvimento.

Para o presidente do BC, o último trimestre desse ano será crucial para que a produtividade nacional volte a crescer. No evento, Campos informou a intenção de promover uma “redução estrutural da necessidade de depósitos compulsórios”.

De acordo com ele, o Brasil tem um volume compulsório alto, em torno de R$ 400 bilhões. A medida prevê a criação de duas novas linhas de crédito para as instituições financeiras, por meio de uma Assistência Financeira de Liquidez (AFL) providas pelo Banco Central. Dessa forma, a novidade do BC permitirá “reduzir bastante” os compulsórios.

Essas linhas terão como garantia títulos e valores mobiliários de emissão por instituições privadas. Em consequência, os papéis do setor bancário tem desempenho positivo na B3 desde ontem, ficando entre as maiores altas do Ibovespa.

Ibovespa - TradeMap
Maiores altas do Ibovespa, por volta das 14h30

Campos Neto também falou sobre a Selic, afirmando que a autoridade monetária segue vigilante e que pode haver uma nova redução. No final de julho, a taxa básica de juros sofreu ajuste de 0,5% em reunião do Copom (Comitê de Política Monetária), de 6,5% para 6% ao ano.

Foto: Leandro Rodrigues

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