Bolsas gringas em alta e otimismo pós 1º turno – veja o que importa hoje

Mercados internacionais aguardam dados sobre criação de vagas nos EUA e discursos de membros do Federal Reserve

Foto: Shutterstock/VideoFlow

Após uma segunda-feira de recuperação, com dados indicando uma atividade econômica mais fraca nos Estados Unidos e chance de juros não tão altos no futuro, as bolsas internacionais mantém o otimismo na manhã desta terça-feira (4), com os investidores à espera de números sobre o mercado de trabalho americano e mais discursos de membros do Federal Reserve.

Logo mais, às 11h, o mercado estará de olho nos dados de emprego do relatório JOLTs de agosto, com previsão de criação de 10,6 milhões de vagas, uma desaceleração em relação a julho. O levantamento serve como um indicador da falta ou excedente da força de trabalho americano, e pode sinalizar menos ou mais pressão inflacionária sobre a economia dos EUA.

Nesta terça, a partir das 10h, ainda estão previstas falas dos presidentes do Fed de Nova York, de Dallas e de Cleveland, e os investidores buscarão nos discursos sinalizações de que o banco central americano trabalha com a hipótese de desaceleração da alta de preços no ano que vem.

Por volta das 8h10, os índices futuros americanos operavam no azul: o Dow Jones subia 1,41%, o S&P 500 estava em alta de 1,69% e o Nasdaq ganhava 2,12%. No mesmo horário, o Euro Stoxx 50, principal índice europeu, era negociado em alta de 3,40%.

Euforia pós 1º turno vai continuar?

Por aqui, após a Bolsa se animar ontem com o primeiro turno e entregar a maior alta desde 2020, o mercado continua de olho nas movimentações por alianças dos candidatos à presidência Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Jair Bolsonaro (PL).

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Ontem, o resultado mais apertado do que o esperado na corrida presidencial animou os mercados, com a Bolsa saltando 5,5%. O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva obteve 48,41% dos votos válidos, contra 43,2% do presidente Jair Bolsonaro, cenário que aponta uma polarização maior que a indicada pelas pesquisas de intenção de votos.

No Congresso, o aumento de parlamentares de centro e de direita chamou a atenção, o que pode facilitar a aprovação de reformas em caso de vitória de Bolsonaro, ao mesmo tempo em que pode barrar gastos maiores propostos pelo governo em caso de vitória de Lula.

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