Twitter (TWTR34): Elon Musk usa denúncia de ex-funcionário para reiterar desistência da compra

Musk exigiu que ex-chefe de segurança do Twitter forneça documentos comprovando as falhas de segurança na rede social

Foto: Shutterstock

Em mais um capítulo da novela envolvendo a compra do Twitter por Elon Musk, o bilionário dono da Tesla divulgou um documento nesta terça-feira (30) com mais razões para cancelar o acordo de US$ 44 bilhões que havia assinado para comprar a rede social.

O cancelamento do acordo está sendo discutido nos tribunais, e Musk exigiu que o ex-chefe de segurança do Twitter, Peiter Zaitk, testemunhasse a seu favor no processo. Isso porque Zaitk publicou um artigo no jornal The Washington Post com denúncias de falhas graves na segurança de usuários.

Essas possíveis denúncias vão de encontro aos argumentos que Musk tem utilizado para encerrar o contrato de compra com a rede social. O bilionário disse que a empresa calculava mal o número de usuários falsos na plataforma, e usou isso como argumento para desistir de comprar o Twitter.

Em 8 de julho, a equipe jurídica de Elon Musk enviou um aviso à CVM dos Estados Unidos, a SEC, para encerrar a aquisição. A equipe alegou que “o Twitter não cumpriu suas obrigações contratuais”.

A definição desse imbróglio acontecerá em outubro no tribunal. Contudo, a disputa pode ser encerrada antes caso as partes cheguem a um acordo.

Por volta das 8h40, as ações do Twitter caíam 1,20% no pré-mercado da Nasdaq, a US$ 39,56.

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Relembre o caso

A negociação para a compra do Twitter começou no início de abril, quando Musk se tornou um dos principais acionistas da companhia, ao adquirir 9% das ações. Na ocasião, de acordo com um documento publicado pelo Twitter na SEC, o bilionário comprou cerca de 73,5 milhões de papéis da companhia pelo valor de US$ 2,9 bilhões.

Posteriormente, Musk recusou um assento no conselho de administração do Twitter, mesmo depois de ter insinuado que faria mudanças na empresa após se tornar um acionista relevante.

A indicação de Musk para o conselho do Twitter foi anunciada no dia 5 de maio e seu ingresso no colegiado seria formalizado no dia 9, mas Parag Agrawal, executivo-chefe da companhia, divulgou um comunicado dizendo que o dono da Tesla havia recusado o cargo.

Vale ressaltar que Musk sempre fez críticas públicas à rede social, chegando a afirmar no passado que o Twitter estaria prejudicando a democracia ao não aderir aos princípios de liberdade de expressão.

Depois de recusar a posição no conselho, começaram a surgir os boatos de que Musk iria comprar a empresa. Segundo uma notícia da Reuters do dia 25 de abril, o Twitter fecharia a venda por cerca de US$ 43 bilhões em dinheiro. Na mesma data, o jornal americano The Wall Street Journal informou que a rede social e o dono da Tesla haviam se reunido para discutir uma proposta e que o valor teria chegado a US$ 46,5 bilhões.

O dono da Tesla confirmou depois a operação de compra, por cerca de US$ 44 bilhões.

Sob os termos do acordo, Musk pagaria US$ 54,20 por ação da empresa. O valor à época representava um acréscimo de 38% em relação ao preço de fechamento da ação do Twitter em 1º de abril – o último pregão antes de o empresário anunciar que havia comprado 9% na empresa.

Pelos termos acertados, Musk fecharia o capital do Twitter, que tem ações negociadas em Bolsa desde o fim de 2013.

Quase 20 dias depois de anunciar a aquisição, contudo, Musk afirmou em 13 de maio que o acordo para a compra estava temporariamente suspenso, e, quando desistiu da operação, fez comentários sugerindo que poderia reduzir a oferta inicial feita pela companhia.

Em julho, Musk desistiu de adquirir o Twitter, alegando que a empresa se recusar a fornecer informações precisas sobre o número de contas falsas e spams em sua plataforma.

Em 8 de julho, o presidente do conselho do Twitter, Bret Taylor, afirmou em um tweet que a companhia recorreria da decisão de Musk, acionando a Justiça para garantir que a compra ocorresse.

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