Caged: Brasil cria 277 mil vagas com carteira em junho, terceiro mês seguido de alta

Setor de serviços volta a puxar geração de empregos formais no país; salário de admissão sobe

Foto: Shutterstock

O ritmo de criação de empregos no Brasil acelerou pelo terceiro mês consecutivo em junho com a geração de 277,9 mil postos com carteira assinada, segundo dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) divulgados nesta quinta-feira (28).

O resultado reflete 1,89 milhão de admissões contra 1,62 milhão de desligamentos. Os números mostram aumento de 1,2% em comparação aos dados de maio (274,5 mil empregos formais). Na comparação com o mesmo mês do ano passado, porém, houve queda de 12,5%.

No acumulado do primeiro semestre de 2022, o Brasil criou 1,33 milhão de empregos formais, diferença entre 11,63 milhões de contratações ante 10,29 milhões de demissões. O estoque de empregos subiu para 42 milhões, alta de 0,67% em comparação ao mês anterior.

Serviços puxam alta

Todos os cinco setores da economia observados pelo Caged tiveram desempenho positivo. A geração de empregos em junho foi puxada pelo setor de serviços, que abriu 124,5 mil vagas. Comércio aparece na sequência, com 47,1 mil postos, seguido pela indústria (41,5 mil), agricultura (34,4 mil) e construção (30,2 mil).

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Na distribuição pelo país, todas as cinco regiões tiveram desempenho positivo. O Sudeste foi a região com o melhor índice ao registrar 137,2 mil vagas formais.

O Nordeste aparece na segunda colocação, com 52,1 mil empregos, e o Centro-Oeste foi responsável por 34,2 mil novos postos. A região Sul registrou 31,7 mil postos criados a mais do que fechados, enquanto o saldo do Norte ficou positivo em 21,7 mil postos.

Salários sobem no mês

O salário médio de admissão reverteu a trajetória de queda e voltou a subir em junho na relação com o mês anterior. No mês passado, o valor foi de R$ 1.922,77, alta de 0,68%, ou R$ 12,99, ante o salário de maio.

Na comparação anual, no entanto, o pagamento ainda está menor. Em junho de 2021, o salário médio de admissão era de R$ 2.026,10 – 5,1%, ou R$ 103,33, acima do montante atual.

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