Temporada de balanços do 4º trimestre ganha tração; veja calendário de divulgações

Expectativa do mercado é de números mistos para o último trimestre de 2021

Foto: Pixabay

Depois de semanas de divulgações de resultados nos Estados Unidos, foi dada a largada, na última quarta-feira (2), à temporada de balanços do quarto trimestre de 2021 para empresas brasileiras. A expectativa dos especialistas é de que, ao fim da temporada, o saldo seja positivo para o conjunto de empresas da Bolsa.

Para o Banco Inter, os balanços das companhias devem seguir a tendência do terceiro trimestre do ano passado e trazer resultados fortes, sobretudo em termos de receita, por causa da leve recuperação no cenário macroeconômico, em meio à retomada do setor de serviços. As margens devem se manter estáveis, sem crescimento, pressionadas pelo aumento de custos e pela inflação.

A pandemia de Covid-19, que se agravou no final de dezembro no Brasil com a chegada da variante Ômicron do coronavírus ao país, deve ter pouco impacto sobre os números. Os maiores impactos, neste caso, são esperados para os resultados referentes ao primeiro trimestre de 2022, acrescentou o Inter.

A XP Investimentos também espera forte crescimento na receita das companhias no quarto trimestre, mas em ritmo menor que no trimestre imediatamente anterior, e aponta que o lucro das empresas deve ser mais baixo do que no final de 2020 por causa de fatores macroeconômicos negativos e da queda nos preços das commodities.

“Incertezas em torno da trajetória fiscal e da alteração do teto de gastos, pressões inflacionárias levando a taxas de juros mais altas, projeções de crescimento econômico mais baixas para 2022 e tensões políticas crescentes pressionaram ativos brasileiros”, de modo que as projeções de lucro começaram a estagnar, disse a XP.

Onde estarão os bons resultados

Entre os setores que devem registrar resultados fortes, os analistas listam os bancos, beneficiados pela alta nas taxas de juros; as siderúrgicas, devido aos altos níveis de preço do aço; os shoppings, com a flexibilização das restrições à mobilidade; e parte das varejistas, sobretudo aquelas do segmento de alta renda.

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Números positivos também podem vir do setor de educação; das petroleiras, que devem surfar na alta dos preços do petróleo; das farmácias, com o aumento da demanda por medicamentos e testes de Covid; e das empresas de papel e celulose, com a retomada da demanda chinesa.

Os números do setor de construção, por sua vez, devem vir mistos, assim como o setor elétrico. A expectativa também é de estabilidade para os frigoríficos e de resultados mistos para seguradoras e para o varejo.

As mineradoras, por sua vez, devem registrar resultados inferiores aos do terceiro trimestre, segundo o Inter, assim como a indústria, diz a Genial, que deve ser impactada por um trimestre sazonalmente mais fraco.

Confira a seguir o calendário de resultados das empresas do Ibovespa.

Empresa Data da divulgação
Cielo (CIEL3) 2 de fevereiro
Santander Brasil (SANB11) 2 de fevereiro
BB Seguridade (BBSE3) 7 de fevereiro
Banco Pan (BPAN4) 8 de fevereiro
Bradesco (BBDC3; BBDC4) 8 de fevereiro
Dexco (DXCO3) 9 de fevereiro
Klabin (KLBN11) 9 de fevereiro
Suzano (SUZB3) 9 de fevereiro
Alpargatas (ALPA4) 10 de fevereiro
Itaú Unibanco (ITUB4) 10 de fevereiro
Multiplan (MULT3) 10 de fevereiro
Usiminas (USIM5) 11 de fevereiro
Banco do Brasil (BBAS3) 14 de fevereiro
Engie Brasil (EGIE3) 14 de fevereiro
Itaúsa (ITSA4) 14 de fevereiro
Carrefour Brasil (CRFB3) 15 de fevereiro
Petrorio (PRIO3) 15 de fevereiro
BTG Pactual (BPAC11) 16 de fevereiro
EDP Energias do Brasil (ENBR3) 16 de fevereiro
WEG (WEGE3) 16 de fevereiro
 JHSF Participações (JHSF3) 17 de fevereiro
Gol (GOLL4) 17 de fevereiro
Rumo (RAIL3) 17 de fevereiro
Taesa (TAEE11) 18 de fevereiro
Cosan (CSAN3) 18 de fevereiro
Hypera (HYPE3) 18 de fevereiro
Banco Inter (BIDI11) 21 de fevereiro
3R Petroleum (RRRP3) 22 de fevereiro
BRF (BRFS3) 22 de fevereiro
Localiza (RENT3) 22 de fevereiro
Raia Drogasil (RADL3) 22 de fevereiro
Telefônica Brasil (VIVT3) 22 de fevereiro
TIM (TIMS3) 23 de fevereiro
Eletrobras (ELET3; ELET6) 23 de fevereiro
Gerdau (GGBR4) 23 de fevereiro
Metalúrgica Gerdau (GOAU4) 23 de fevereiro
Minerva (BEEF3) 23 de fevereiro
Pão de Açúcar (PCAR3) 23 de fevereiro
Petrobras (PETR3; PETR4) 23 de fevereiro
SulAmérica (SULA11) 23 de fevereiro
Ultrapar (UGPA3) 23 de fevereiro
Ambev (ABEV3) 24 de fevereiro
Americanas (AMER3) 24 de fevereiro
Azul (AZUL4) 24 de fevereiro
Braskem (BRKM5) 24 de fevereiro
CCR (CCRO3) 24 de fevereiro
Fleury (FLRY3) 24 de fevereiro
IRB Brasil (IRBR3) 24 de fevereiro
Vale (VALE3) 24 de fevereiro
Locamerica (LCAM3) 8 de março
CSN (CSNA3) 9 de março
CSN Mineração (CMIN3) 9 de março
Natura (NTCO3) 9 de março
NotreDame Intermédica (GNDI3) 9 de março
Totvs (TOTS3) 9 de março
Via (VIIA3) 9 de março
Grupo Soma (SOMA3) 10 de março
Hapvida (HAPV3 10 de março
Magazine Luiza (MGLU3) 10 de março
Ecorodovias (ECOR3) 14 de março
CVC Brasil (CVCB3) 15 de março
Yduqs (YDUQ3) 15 de março
MRV (MRVE3) 16 de março
brMalls (BRML3) 17 de março
B3 (B3SA3) 17 de março
CPFL Energia (CPFE3) 17 de março
Cyrela (CYRE3) 17 de março
Energisa (ENGI11) 17 de março
Eztec (EZTC3) 17 de março
Lojas Renner (LREN3) 17 de março
Eneva (ENEV3) 21 de março
Copel (CPLE6) 22 de março
Positivo (POSI3) 22 de março
Vibra (VBBR3) 22 de março
Equatorial (EQTL3) 23 de março
Locaweb (LWSA3) 23 de março
Cogna (COGN3) 24 de março
Embraer (EMBR3) 24 de março
Sabesp (SBSP3) 24 de março
JBS (JBSS3) 28 de março
Bradespar (BRAP4) 29 de março
Cemig (CMIG4) 29 de março
Qualicorp (QUAL3) 29 de março
Rede D’Or (RDOR3) 29 de março
Marfrig (MRFG3) 30 de março
Méliuz (CASH3) 30 de março
Petz (PETZ3) 31 de março

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