PIB tem alta de 0,6% no terceiro trimestre; Trump fala sobre acordo comercial

PIB - Foto de Estadão

O Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil cresceu 0,6% no terceiro trimestre de 2019 em relação ao 2T19. Já no comparativo anual, o PIB registrou desempenho 1,2% superior. Os dados foram divulgados nesta terça-feira, 3, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Em valores correntes, o PIB levantou R$ 1,842 trilhão no período apontado, sendo R$ 1,582 trilhão referente ao Valor Adicionado e R$ 259,7 bilhões aos Impostos sobre Produtos Líquidos de Subsídios.

O aumento do PIB foi contra a estimativa do mercado. Segundo análises da Bloomberg, a projeção era de um crescimento de 0,4% na comparação trimestral e de alta de 1% no comparativo anual.

De acordo com o IBGE, a maior alta foi do setor agropecuário, que deteve aumento de 1,3%. Logo em seguida vem a indústria, com alta de 0,8%, e serviços, que apresentou desempenho positivo de 0,4% durante o período reportado.

Conforme o instituto, o crescimento na indústria se deve às indústrias extrativas (alta de 12,0%, puxada pela alta da extração de petróleo) e à construção (1,3%). Já os resultados positivos no setor de serviços foram em atividades financeiras, de seguros e serviços relacionados (1,2%), comércio (1,1%), informação e comunicação (1,1%), atividades imobiliárias (0,3%) e outras atividades de serviços (0,1%).

Os recuos, por sua vez, foram nas atividades de transporte, armazenagem e correio (-0,1%) e administração, defesa, saúde e educação públicas e seguridade social (-0,6%).

O discurso continua…

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse hoje que as negociações com a China estão em andamento, mas ainda não há um prazo para o eventual acordo comercial entre as duas maiores potências econômicas globais.

Trump afirmou durante uma coletiva de imprensa em Londres, onde ele participará da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), que prefere esperar a eleição presidencial dos EUA, em novembro de 2020, para selar o acordo com a China.

Ontem, o chefe de Estado norte-americano disse que retomará a cobrança de tarifas sobre aço e alumínio do Brasil e Argentina. “Brasil e Argentina têm presidido uma desvalorização maciça de suas moedas. O que não é bom para nossos agricultores”, escreveu Trump em sua rede social. “Portanto, com efeito imediato, restaurarei as tarifas de todo o aço e o alumínio enviados para os EUA a partir desses países”.

 

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