O que são Dividendos: Distribuição de Lucros das Empresas

Dividendos

Os investidores que buscam aplicar em ações sempre querem o retorno de seus investimentos acima da rentabilidade de aplicações mais seguras. Esses rendimentos podem vir de duas maneiras: tanto por meio da valorização da companhia como um todo (com o aumento do preço da ação), como também pela distribuição dos lucros da companhia pelo pagamento de proventos. O mais comum desses proventos são os Dividendos.

As empresas listadas na B3 (Brasil, Bolsa, Balcão) têm a obrigação, por normas e leis da CVM (Comissão de Valores Mobiliários), de repartir, pelo menos, 25% do seu lucro com os acionistas.

De acordo com o Portal do Investidor, quem investe em uma companhia aberta possui direito em participar, por meio da Lei das S.A., dos resultados da empresa. Então podemos dizer que os dividendos são, de forma básica, o lucro dividido com os acionistas.

Mas é importante lembrarmos que, mesmo que todos os acionistas têm o direito de receber tais juros, ainda assim os dividendos são compartilhados de forma proporcional à quantidade de ações que cada investidor possui. Além disso, também temos que ter em mente que as classes de ações pendem na hora do pagamento.

Mas qual a diferença?

Bom, as ações preferenciais (PN) fazem jus ao nome, já que, em caso da companhia possuir duas classes de ações – as ordinárias (ONs) e as PNs –, o investidor que detém esses papéis será pago antes dos demais. Em contrapartida, os acionistas preferenciais não possuem direito a voto no conselho administrativo da empresa, mas têm uma garantia de dividendo fixa, enquanto os investidores ordinaristas dispõem um ganho variável.

“A lei permite, ainda, que as companhias abertas tenham várias classes de ações preferenciais, que conferirão a seus titulares vantagens diferentes entre si”, informa o Portal do Investidor.

E, afinal, quem ganha mais?

Quando falamos em classe de ações e dividendos, podemos dizer que o ganho será relativo. Mas não se assuste, vamos explicar tudo! Vamos lá?

O que são dividendos?
No primeiro caso, as ações PN foram mais atrativas aos acionistas quanto à distribuição de dividendos, já no segundo exemplo, quem detém papéis ordinários ganharia mais dinheiro

No exemplo acima, vemos que o valor recebido é muito relativo quanto ao dividendo fixo das ações preferenciais. Por isso, os juros dependem do quanto cada companhia esteja disposta a pagar aos seus acionistas.

Veja mais sobre o que são ações.

Outros Eventos Corporativos

Além dos Dividendos as empresas também podem distribuir seus lucros através de outros benefícios aos acionistas:

Juros sobre Capital Próprio: bastante semelhante ao dividendo simples, o JCP é uma remuneração isenta de impostos. Ex: o Banco do Brasil divulgou no dia 8 de agosto um fato relevante, informando que o Conselho Diretor, reunido no dia 5, aprovou a distribuição de R$ 1.229.989.356,89 a título de remuneração aos acionistas sob a forma de JCP (Juros sobre Capital Próprio), relativo ao segundo trimestre de 2019.

Bonificação: este provento é um pagamento feito por meio de ações da companhia ao acionista. A empresa utiliza parte de seu lucro para comprar mais ações e distribuir aos acionistas. Esse evento aumenta o capital social da companhia.

Dividendo Especial Extraordinário: o montante é pago por algum motivo inesperado, como aumento de caixa da empresa.

Dividend Yield

Dividend Yield, em tradução Rendimento de Dividendo, é um indicador que consegue medir a performance de empresas com base nos proventos pagos aos seus investidores. Dessa forma, você pode saber a porcentagem que a companhia retornou em dividendos de acordo com as ações em circulação no mercado.

Para calcular, basta dividir a quantidade de dividendos pagos durante um determinado tempo pelo preço do ativo antes da distribuição e, por fim, multiplicar o resultado por 100.

Qual a vantagem de uma boa pagadora de dividendos?

Bom, apesar da resposta ser um pouco clara, ainda pode existir certo receio por parte do investidor. Acontece que a distribuição de juros é uma via de mão dupla, ou seja, tanto a empresa quanto o acionista saem ganhando com essa operação.

Por um lado, a companhia que ganha fama por compartilhar seu lucro com o investidor logo obtém mais procura por novos acionistas e, consequentemente, eleva o preço dos seus papéis negociados em bolsas de valores.

Já o investidor, além de aplicar seu capital em uma companhia e rendê-lo com o tempo, também pode ganhar mais dinheiro com a distribuição dos lucros.

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