Ibovespa abre em alta apesar de ameaça de tarifa dos EUA contra o Brasil

Fonte: Shutterstock/Quality Stock Arts

O Ibovespa abre nesta terça-feira (02) em alta de 1,02%, aos 173.959 pontos, sob pressão de uma potencial nova ameaça tarifária dos Estados Unidos contra o Brasil. Trata-se, neste momento, de uma proposta em análise, e não de uma taxação já em vigor. O governo americano sugeriu a aplicação de uma alíquota punitiva de 25% sobre diversas importações brasileiras, após uma investigação concluída pelo Representante Comercial dos EUA (USTR), Jamieson Greer. O comunicado técnico aponta que certas práticas comerciais do Brasil seriam prejudiciais ao comércio americano, envolvendo temas que vão desde o mercado digital até o desmatamento ilegal. O investidor acompanha os desdobramentos desse possível imposto com cautela, ciente de que o anúncio surge logo após os EUA classificarem facções criminosas brasileiras como organizações terroristas.

Apesar do peso dessa sinalização de sobretaxa, fundamentada na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974, o desenho técnico da proposta indica que o mercado não deve entrar em pânico, de acordo com analistas, pois os setores mais vitais estão inicialmente protegidos. O grande contrapeso desse plano é uma extensa lista de isenções, com 73 páginas, que deixa de fora áreas estratégicas da pauta exportadora nacional, mantendo o livre acesso para aeronaves civis, café, suco de laranja, fertilizantes, medicamentos e terras raras. Caso a medida venha a se concretizar no futuro, o impacto real ficará restrito a cadeias específicas, como aço, alumínio, carne bovina, calçados e têxteis.

O ambiente corporativo brasileiro avança com atualizações de governança e dados operacionais consistentes. No setor de construção civil, a MRV&Co (MRVE3) registrou um ritmo forte de atividade ao produzir 3.665 unidades em maio, o que representa um avanço robusto de 12,8% em relação à média mensal do primeiro trimestre e uma alta de 2,8% na comparação mensal com abril, com isso no pregão registra alta de 4,02%. No ecossistema financeiro, o Nubank (ROXO34) reestruturou sua liderança ao nomear Rob Livingston como novo diretor financeiro (CFO) a partir de julho, enquanto Guilherme Lago migra para o papel de conselheiro especial focado em estratégia corporativa e seus papéis registram queda de 7,10%. Fechando o panorama, a Rede D’Or (RDOR3) demonstrou solidez em seu plano de negócios ao manter praticamente inalteradas suas projeções de crescimento orgânico de longo prazo, confirmando a meta de abrir 2.690 novos leitos hospitalares entre os anos de 2026 e 2028 e suas ações registram alta de 1,06%.

Por volta das 10h46, as listas das maiores altas e baixas eram dominadas por:

Altas

• MRV (MRVE3): +4,02%

• Usiminas (USIM5): +4,06%

• Gerdau (GGBR4): +3,85%


Baixas

• Brava Energia (BRAV3): -2,12%

• Marcopolo (POMO4): -1,47%

• Totvs (TOTS3): -1,16%


Confira a evolução do Ibovespa:

*Até o dia 02/06 às 10h46

• Segunda-Feira (01): -0,91%

• Terça-Feira (02): +1,02%

• Na semana*: +0,10%

• Em junho*: +0,10%

• No 2°tri./26*: -7,20%

• Em 12 meses*: +27,18%

• Em 2026*: +7,97%

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