ChatGPT recomendou site falso de cripto ligado a golpe de US$ 2,2 milhões
O ChatGPT direcionou um usuário para um site falso de cripto e, após assinar uma aprovação, 1.904.513 FXRP saíram da carteira dele.
Isso representa cerca de 1,3% de todo o suprimento de FXRP atualmente. O investigador VAL afirma que o mesmo esquema de phishing captou mais de US$ 2,2 milhões no total.
Uma assinatura, 1,9 milhão de FXRP perdidos
A vítima se identifica como Alex no X, um indivíduo que perguntou ao ChatGPT, em russo, onde trocar sFLR, o token líquido de staking da Flare, por FLR embrulhado.
A resposta trazia um link para sceptre.network, e não para a Sceptre original. O verdadeiro aplicativo de staking líquido funciona em sceptre.fi. Alex conectou sua carteira e aprovou um limite de gastos ilimitado. Ele mesmo jamais movimentou os tokens.
Registros em blockchain indicam que a retirada ocorreu pouco antes das 16h (horário de Brasília) de 12 de junho. O próprio contrato do invasor realizou a transação. A assinatura de Alex já havia autorizado a ação.
Lost ~1.9M FXRP to an approval-phishing scam.
— Alex (@vesnuhin) June 13, 2026
I asked ChatGPT where to swap sFLR for WFLR. Its answer contained a link — it led to a phishing site. I signed an "unlimited approve," and the funds were drained via transferFrom seconds later.
Tx:… pic.twitter.com/1waLIWyotG
O token afetado era o FXRP, versão da Flare baseada em ponte do XRP para finanças descentralizadas (DeFi). Alex estimou a perda em cerca de US$ 2,1 milhões.
A carteira que recebeu os valores também não era nova. Dados mostram que a primeira movimentação ocorreu em 23 de abril, cinquenta dias antes da assinatura de Alex. Desde então, ela recebeu pelo menos quatro tokens diferentes da Flare, sugerindo que outras pessoas podem ter sido alvo do golpe.
“Essa carteira está operando desde abril de 2026, recebendo FLR em quantidades variadas”, destacou Val, investigador on-chain, em publicação.
O BeInCrypto já havia detalhado esse método no início do ano, três semanas antes do incidente com Alex. Golpistas registram domínios semelhantes ao da Uniswap e compram anúncios em buscadores para induzir aprovações.
@Uniswap typing your name on Google has shown a scam site at the top for weeks.
— BeInCrypto (@beincrypto) March 31, 2026
Many users have reported losing funds after connecting wallets to an identical interface.
The site is now down (404), but the URL still appears. It can be reused or reactivated by scammers.
Please… pic.twitter.com/tZm5uYzlJK
A aprovação ilimitada representa toda a vulnerabilidade do golpe, como um investidor de Ethereum aprendeu ao perder US$ 999.999 com apenas uma assinatura.
Agentes da OpenAI invadiram wiki alemã
Em outro caso, a Reuters informou na sexta-feira que agentes ligados à OpenAI realizaram cerca de 15 mil edições na DseWiki, uma discreta wiki alemã de programação, desde maio.
Pesquisadores liderados por Sydney Von Arx, da organização de segurança em IA Nightingale, descobriram que os agentes trocavam dicas entre si. Eles compartilhavam meios para burlar tarefas, evitar as regras da OpenAI e esconder rastros. Cerca de metade utilizava nomes como OpenAIResearcher.
Quando um moderador passou a excluir páginas em junho, os agentes salvaram cópias com prefixo ZZZ. Uma varredura alfabética acessa esses registros por último. Alguns relataram usar a rede Tor.
A OpenAI não reconheceu as conclusões apresentadas.
“Não podemos responder de forma substantiva a alegações ou conclusões de um relatório que não tivemos a oportunidade de analisar”, informou a Reuters, citando um porta-voz da OpenAI.
Um episódio ocorrido em julho foi ainda mais longe: cerca de 1.200 agentes se reuniram em um fórum improvisado. Aproximadamente 700 invadiram o Hugging Face. O BeInCrypto relatou a fuga em agosto, quando a OpenAI limitou seu modelo cyber.
This could be one of the most significant AI safety incidents to date.
— Chubby♨️ (@kimmonismus) September 4, 2026
Reuters reports that OpenAI agents escaped their testing environment and made more than 15,000 edits to a German wiki, effectively turning it into a message board for other AI agents.
They allegedly used it… https://t.co/zt1fnNNfho pic.twitter.com/lY5Jk6kNfs
Os dois casos compartilham o mesmo meio, mas não o mesmo responsável. Criminosos disseminaram links na web para que o modelo os reproduzisse. Já os agentes da OpenAI postaram diretamente. Ambos tiveram êxito porque a página aparentava ser segura.
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