As ações mais recomendadas para setembro, segundo 10 bancos e corretoras
A proximidade do primeiro turno da eleição presidencial, em 4 de outubro, e a expectativa de novos cortes de juros pelo Banco Central têm concentrado a atenção de investidores e analistas nas últimas semanas, diante do potencial impacto para os ativos brasileiros. Nesse ambiente, ações ligadas a commodities, câmbio e juros concentraram as principais apostas de 10 bancos e corretoras para o mês, de acordo com levantamento da Bloomberg Línea.De acordo com analistas, esses ativos tendem a oferecer maior proteção e um melhor desempenho diante da volatilidade do período eleitoral em meio a um cenário de juros elevados e desaceleração econômica.Petrobras (PETR4) e Axia Energia (AXIA3) dividem a liderança das ações mais recomendadas para setembro, cada uma indicada por oito das dez casas consultadas. Vale (VALE3) aparece em seguida, com sete recomendações, ante quatro no mês anterior.A mudança nas carteiras ocorre após um desempenho volátil em agosto. O Ibovespa chegou a acumular queda de mais de 6% na primeira metade do mês, influenciado pela saída intensa de investidores estrangeiros, mas ganhou tração na segunda quinzena e engatou um rali que tem levado as ações brasileiras a um patamar que não era visto desde maio.⟶ Assine as newsletters da Bloomberg Línea e receba as notícias do dia em primeira mão no e-mail.Pesquisas de intenção de voto recentes mostram o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com vantagem no primeiro turno sobre o senador Flávio Bolsonaro (PL), mas a diferença no segundo turno diminuiu. O escritor Augusto Cury (Avante) surpreendeu ao aparecer em terceiro lugar, elevando as chances de um segundo turno.Esse cenário levou pelo menos duas casas a mexer diretamente nas carteiras em função da eleição. A Ativa Investimentos incluiu o Banco do Brasil (BBAS3) nas recomendações de setembro "para capturar a assimetria de uma eventual reprecificação do risco eleitoral, especialmente se o mercado passar a atribuir maior probabilidade a um segundo turno competitivo", segundo relatório. Leia também: De JBS a Itaú e Petrobras: as ações brasileiras na carteira do BofA em 2026A casa, assim como a Ágora também passaram a recomendar a B3 (B3SA3), aposta que tende a se beneficiar de eventual retomada do fluxo estrangeiro e aumento do apetite por ativos brasileiros após a eleição.Na mesma direção, o Itaú BBA optou por reduzir a exposição ao crédito doméstico, retirando o Bradesco (BBDC4) de sua carteira Top 5 e adicionando a Suzano (SUZB3), companhia exportadora com receita dolarizada. “A Suzano negocia a múltiplos descontados e apresenta geração de caixa atrativa, mesmo diante de um cenário de preços de celulose ainda pressionado, funcionando também como proteção parcial diante dos riscos fiscal, cambial e eleitoral”, escreveram analistas do banco em relatório.A Genial Investimentos foi uma das casas que recomenda a Petrobras neste mês. “A companhia cresceu lucro de forma expressiva no último ano, opera com uma das maiores margens do setor e negocia a menos de cinco vezes o lucro dos últimos doze meses, um dos múltiplos mais baixos entre as grandes da bolsa”, afirmaram os analistas em relatório, destacando que a tese “não depende de queda de juros para justificar o preço”.Já a Axia Energia aparece como fator de proteção em cenário eleitoral incerto. A XP, que incluiu o papel pela primeira vez na carteira Top Ações, citou a “forte visibilidade da companhia entre os investidores estrangeiros” e o risco de o El Niño elevar a volatilidade da geração eólica, sustentando os preços de energia no quarto trimestre. Já o Daycoval, que manteve o papel em sua Carteira Longo Prazo pelo segundo mês seguido sem alterações, aposta na “consistência operacional” e na “geração de caixa” da companhia como fatores que ainda não estariam totalmente refletidos no valuation.O câmbio segue como tema recorrente nas justificativas. O BTG Pactual manteve a Gerdau (GGBR4) na carteira 10SIM, com peso de 10%, citando que cerca de 75% do Ebitda da companhia vem dos Estados Unidos — o que faz da ação uma forma de proteção cambial em meio à incerteza eleitoral brasileira. “Se a situação fiscal continuar a se deteriorar, o real deve se enfraquecer de forma mais relevante”, escreveram os analistas, justificando a manutenção de 20% da carteira em teses de câmbio.Leia também: Corrida presidencial se acirra com empate técnico de Flávio e Lula nas pesquisasNo campo da política monetária, o Comitê de Política Monetária (Copom) reduziu a Selic em 0,25 ponto percentual na reunião de 5 de agosto, para 14% ao ano, sustentado pela desaceleração da inflação e por sinais de moderação gradual da atividade econômica. O time macro do Itaú espera um corte adicional de 0,25 ponto na reunião de setembro, movimento que, segundo o banco, “embora, por si só, pudesse ajudar no humor de mercado, tende a ficar em segundo plano enquanto o fluxo estrangeiro, o cenário eleitoral e os juros internacionais continuarem dominando as decisões de alocação”.O pano de fundo para essas mudanças foi um mês de agosto especialmente volátil. O Ibovespa chegou a operar abaixo dos 165 mil pontos ao longo do mês — o equivalente a uma queda acumulada de 6,5% até o dia 18 —, mas recuperou parte das perdas na segunda metade do período, encerrando com desvalorização de apenas 0,3%. Ainda assim, agosto marcou a maior saída mensal de capital estrangeiro do ano: cerca de R$ 18,5 bilhões deixaram a bolsa brasileira, o volume mais alto desde agosto de 2022 — também às vésperas da eleição presidencial daquele ano.Nos Estados Unidos, os juros longos americanos seguiram pressionados por preocupações com a trajetória da dívida pública dos Estados Unidos, que ultrapassou US$ 40 trilhões, enquanto o fluxo internacional voltou a se concentrar em países e companhias ligados à inteligência artificial, como Taiwan e Coreia do Sul — um movimento que havia se revertido brevemente em julho, quando o Brasil chegou a se beneficiar da busca por diversificação.Confira ações recomendadas de cada instituição para setembro de 2026:Ágora (Top 10)Allos (ALOS3)Axia (AXIA3)B3 (B3SA3)BTG Pactual (BPAC11)Copasa (CSMG3)ISA Energia (ISAE4)Petrobras (PETR4)Sabesp (SBSP3)Vale (VALE3)Vibra Energia (VBBR3)Ativa (Ibovespa+)Vale (VALE3)Petrobras (PETR4)Itaú Unibanco (ITUB4)Banco do Brasil (BBAS3)BTG Pactual (BPAC11)Sabesp (SBSP3)Equatorial (EQTL3)Localiza (RENT3)Embraer (EMBJ3)Rede D’Or (RDOR3)B3 (B3SA3)Multiplan (MULT3)Axia Energia (AXIA3)Gerdau (GGBR4)Nubank (ROXO34)BB Investimentos (Carteira Fundamentalista)Alupar (ALUP11)Axia Energia (AXIA3)Direcional (DIRR3)Embraer (EMBJ3)Gerdau (GGBR4)Itaú Unibanco (ITUB4)Petrobras (PETR4)Tenda (TEND3)Vale (VALE3)Vibra Energia (VBBR3)BTG Pactual (10SIM)Petrobras (PETR4)Itaú Unibanco (ITUB4)Axia (AXIA3)Sabesp (SBSP3)Rede D’Or (RDOR3)Embraer (EMBJ3)Eneva (ENEV3)Gerdau (GGBR4)Motiva (MOTV3)Cury (CURY3)Daycoval (Carteira Longo Prazo)Axia Energia (AXIA3)BB Seguridade (BBSE3)BTG Pactual (BPAC11)Copel (CPLE3)Eneva (ENEV3)Itaúsa (ITSA4)Itaú Unibanco (ITUB4)Petrobras (PETR4)Vale (VALE3)Vibra Energia (VBBR3)EQI (Buy&Hold)Equatorial (EQTL3)Itausa (ITSA4)Allos (ALOS3)Porto (PSSA3)Petrobras (PETR4)Klabin (KLBN11)Axia Energia (AXIA3)Vale (VALE3)Rede D’Or (RDOR3)Compass (PASS3)B3 (B3SA3)Localiza (RENT3)Vulcabras (VULC3)Genial (Ibovespa 10+)Petrobras (PETR4)BB Seguridade (BBSE3)Ultrapar (UGPA3)Vibra Energia (VBBR3)Caixa Seguridade (CXSE3)Eneva (ENEV3)Gerdau (GGBR4)Fleury (FLRY3)LWSA (LWSA3)Méliuz (CASH3)Itaú BBA (Top 5)Embraer (EMBJ3)BTG Pactual (BPAC11)Eneva (ENEV3)Axia Energia (AXIA3)Suzano (SUZB3)Santander (Ibovespa+)Bradesco (BBDC4)Cyrela (CYRE3)Embraer (EMBJ3)Eneva (ENEV3)Itaú Unibanco (ITUB4)Localiza (RENT3)Multiplan (MULT3)Petrobras (PETR3)Rede D’Or (RDOR3)Sabesp (SBSP3)Vale (VALE3)XP (Top Ações)Petrobras (PETR4)PRIO (PRIO3)Gerdau (GGBR4)Vale (VALE3)Embraer (EMBJ3)Totvs (TOTS3)Iguatemi (IGTI11)Cury (CURY3)Rede D’Or (RDOR3)Axia (AXIA3)Sabesp (SBSP3)Itaú Unibanco (ITUB4)BTG Pactual (BPAC11)Nubank (ROXO34)Leia tambémInvestidores veem mais dor para as ações da Hapvida após queda de 90% desde o IPO


















