Revolut bate à porta de Wall Street: fintech recebe aval para virar banco nos EUA até 2027
A Revolut está mais perto de conseguir as chaves para entrar de vez em um dos mercados financeiros mais disputados do mundo. A fintech recebeu nesta quinta-feira (3) um aval condicional para criar um banco nacional nos Estados Unidos, abrindo caminho para ampliar significativamente a oferta de produtos aos clientes norte-americanos.
O aval veio do Office of the Comptroller of the Currency (OCC), mas ainda não é a licença definitiva.
A Revolut precisa obter também as aprovações do Federal Deposit Insurance Corporation (FDIC) e do Federal Reserve (Fed), além de cumprir as condições impostas pelo próprio OCC.
A expectativa da companhia é concluir o processo e lançar o Revolut Bank US, N.A. em 2027.
- Veja aqui: A fintech que vale quase dois Nubanks: por que o mercado colocou a Revolut em outro patamar
“A aprovação condicional do OCC é um primeiro passo importante rumo à constituição do proposto Revolut Bank nos EUA”, afirmou o fundador e CEO global da Revolut, Nik Storonsky, em nota.
O avanço em solo norte-americano também é mais uma peça de uma estratégia que a companhia vem construindo mundo afora: conquistar licenças locais para transformar uma fintech global em um banco de fato nos mercados em que atua.
O movimento coloca a Revolut na mesma rota de outras fintechs brasileiras e internacionais, como Nubank e Inter, que também vêm buscando ampliar sua presença no mercado financeiro norte-americano.
O que muda para a Revolut nos EUA
A aprovação condicional do OCC abre caminho para que a Revolut passe a operar nos Estados Unidos sob uma licença bancária nacional, caso consiga concluir as demais etapas regulatórias.
Isso amplia o espaço para a fintech oferecer produtos que dependem de uma estrutura bancária mais completa. Entre eles estão empréstimos, cartões de crédito e depósitos com cobertura do sistema americano de seguro de depósitos.
A empresa também cita a possibilidade de oferecer aos clientes americanos acesso a stablecoins e criptomoedas dentro da experiência integrada da plataforma.
A futura operação será chamada de Revolut Bank US, N.A. e terá Cetin Duransoy como CEO nos Estados Unidos.
A companhia ressalta que a autorização ainda é condicional e que o banco só poderá avançar para o lançamento depois da conclusão das etapas regulatórias restantes.
Revolut quer ser banco — em vários países
A movimentação nos Estados Unidos não é um episódio isolado. Faz parte de uma estratégia mais ampla da Revolut para transformar sua plataforma global em uma rede de operações bancárias reguladas localmente.
A companhia vem acelerando esse processo em diferentes mercados. Em março, recebeu a licença bancária no Reino Unido, seu país de origem, dando mais um passo para consolidar a operação como banco pleno.
Na América Latina, a expansão também ganhou velocidade. A Revolut lançou recentemente seu banco no México e vem avançando nos processos regulatórios para ampliar a operação no Brasil, na Colômbia, no Peru e na Argentina.
A companhia pretende construir uma operação global, mas adaptada às particularidades de cada mercado — uma combinação entre a tecnologia desenvolvida globalmente e conhecimento local de regulação e negócios.
No Brasil, por exemplo, a empresa ainda opera com uma estrutura regulatória mais enxuta e tem planos de buscar uma licença bancária completa no futuro.
A estratégia ajuda a explicar a ambição declarada pela empresa: alcançar 100 milhões de clientes até meados de 2027.
Hoje, a Revolut afirma ter mais de 80 milhões de clientes em todo o mundo, que realizam mais de 1 bilhão de transações por mês.
Para sustentar essa expansão, a fintech anunciou um plano de investimento de 10 bilhões de euros (aproximadamente R$ 60 bilhões) ao longo dos próximos cinco anos.
The post Revolut bate à porta de Wall Street: fintech recebe aval para virar banco nos EUA até 2027 appeared first on Seu Dinheiro.



















