CSN (CSNA3) dispara 16% com anúncio de ex-CEO da Vale (VALE3) ao comando
As ações da CSN (CSNA3), que acumulam perdas de 30% no ano, lideram os ganhos do Ibovespa na sessão desta quinta-feira (3), após o anúncio de troca de comando da siderúrgica. Benjamin Steinbruch deixa a presidência após 24 anos e passa a comandar o Conselho de Administração, enquanto Fabio Schvartsman, ex-CEO da Vale (VALE3), assume a presidência executiva.
Por volta das 10h24, os papeís da companhia subiam 16,22%, cotados a R$ 6,95.
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Benjamin Steinbruch deixa comando da CSN após mais de 20 anos
Benjamin Steinbruch liderou, em 1993, o consórcio que participou da privatização da CSN. Após a privatização, ele assumiu o comando da companhia. Sob comando de Steinbruch, o grupo ampliou sua atuação para além da produção de aço e passou a operar também nos segmentos de mineração, cimento, logística e energia.
A troca no mais alto cargo da empresa ocorre em um momento de reorganização. A companhia vem conduzindo um programa de venda de ativos com o objetivo de reduzir seu endividamento. No segundo trimestre deste ano, a empresa reportou uma dívida líquida de R$ 42,13 bilhões.
O BTG Pactual avaliou como positiva a nomeação de Schvartsman como CEO da CSN, substituindo Benjamin Steinbruch, que permanece como presidente do conselho. O banco espera maior foco em desalavancagem, disciplina de capital e venda de ativos, além de uma possível recuperação da confiança dos investidores.
XP vê CSN capaz de superar aperto financeiro, mas mantém cautela com ação
A XP Investimentos avalia que a CSN (CSNA3) tem condições de superar o aperto financeiro e honrar suas obrigações até 2030, apesar da pressão sobre a geração de caixa e do elevado endividamento.
Segundo os analistas Lucas Laghi, Guilherme Nippes e Fernando Urbano, os tradicionais motores de geração de caixa do grupo perderam força diante da piora dos fundamentos do minério de ferro e do cenário desafiador para a siderurgia. Ainda assim, uma análise das necessidades financeiras da companhia indica que um plano de financiamento considerado viável pode permitir à CSN atravessar o período de maior pressão de liquidez.
A XP estima uma necessidade total de caixa de cerca de R$ 41 bilhões entre o terceiro trimestre de 2026 e 2030. Os recursos seriam obtidos por meio de aproximadamente R$ 20 bilhões em refinanciamento de dívidas bancárias, R$ 13 bilhões em antecipações de recebíveis de minério de ferro e R$ 17 bilhões a R$ 18 bilhões em venda de ativos.
Para a XP, a execução desse plano será o principal desafio de Fabio Schvartsman, novo CEO da CSN. Embora veja potencial para uma redução gradual da alavancagem e uma assimetria positiva para as ações, a casa mantém recomendação neutra, diante dos riscos de execução.
Já para a CSN Mineração (CMIN3), a XP considera a valuation pouco atrativa, avaliando que os múltiplos atuais já incorporam expectativas de crescimento de volume, mesmo diante de projeções mais baixas para o preço do minério de ferro.





















