Após 9 meses e guerra com o Irã, tripulação do USS Lincoln ganha folga na Tailândia
PATTAYA, Tailândia — Enquanto o USS Abraham Lincoln atracava na manhã desta quarta-feira (2) na Tailândia, os primeiros integrantes de uma tripulação de cerca de 5.000 pessoas começaram a chegar à cidade litorânea de Pattaya para desfrutar de alguns dias de licença em terra.
Para os marinheiros e fuzileiros navais que servem a bordo do combalido porta-aviões, esta é a primeira pausa significativa em mais de nove meses. O Lincoln, movido a energia nuclear, deixou seu porto de origem em San Diego antes do Dia de Ação de Graças, em novembro de 2025, e foi deslocado para o Oriente Médio.
Após desembarcarem no porto de Laem Chabang, ao norte de Pattaya, os tripulantes começaram a seguir de ônibus para a cidade. Muitos reservaram hotéis para o período de descanso, segundo o prefeito Poramet Ngampichet.
Pouco depois das 15h, Poramet e outros representantes locais receberam os primeiros marinheiros que chegaram ao Hard Rock Hotel, um hotel de 10 andares e 323 quartos localizado em frente à praia arborizada de Pattaya. As autoridades distribuíram presentes aos militares enquanto dezenas de jornalistas registravam fotos e vídeos.
“É um descanso mais do que merecido para toda a tripulação e estamos realmente ansiosos por passar um tempo aqui”, disse o capitão Daniel J. Keeler, comandante do Lincoln.
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“É bom tê-los aqui”, respondeu o prefeito enquanto apertavam as mãos.
O Lincoln integra o Grupo de Ataque de Porta-Aviões 3, que inclui outras duas embarcações atracadas em portos próximos.
Em comunicado divulgado mais cedo pela Embaixada dos Estados Unidos em Bangcoc, o contra-almirante Robert E. Loughran, comandante do grupo, destacou que a Tailândia é o parceiro mais antigo dos Estados Unidos e o único aliado formal por tratado no Sudeste Asiático continental.
Referindo-se à parada do navio, acrescentou: “Isso também ressalta a forte e duradoura parceria e aliança entre os Estados Unidos e a Tailândia”.
Pattaya, cidade localizada a cerca de 100 quilômetros ao sul de Bangcoc e conhecida por sua vida noturna e pelos distritos de entretenimento adulto, serve há décadas como destino de descanso e recuperação para militares americanos. As autoridades locais, após conversas com representantes dos EUA, informaram que os militares americanos impuseram restrições para esta licença, incluindo a proibição de parasailing e passeios de jet ski, visitas a determinadas áreas da cidade e consumo de maconha, apesar de a substância ser legal e amplamente vendida na Tailândia.
Durante sua missão na guerra contra o Irã, o Lincoln enfrentou repetidos ataques com mísseis e drones e conseguiu interceptar todos eles, segundo o secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth. Entretanto, após mísseis e drones iranianos destruírem grande parte de uma importante base naval no Bahrein no início do conflito, o reabastecimento e os reparos no porta-aviões se tornaram mais difíceis.
No mês passado, senadores democratas manifestaram preocupação com problemas crescentes a bordo da embarcação, incluindo escassez de suprimentos, contaminação da água, falhas hidráulicas e deterioração da saúde mental da tripulação.
Pouco depois, o Lincoln foi substituído no Oriente Médio pelo USS George Washington, baseado no Japão. Após a escala na Tailândia, o porta-aviões deve partir rumo a San Diego no próximo domingo.
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