Emergentes recuperam fluxo global, mas América Latina ainda fica para trás
As ações de mercados emergentes voltaram a ganhar espaço nos fluxos globais após a perda de força observada no primeiro semestre de 2026. A América Latina, porém, ainda aparece atrás nessa recuperação.
Os dados fazem parte do relatório “Investor Positioning and Flows”, do Deutsche Bank Research, publicado em 28 de agosto.
Na semana mais recente, fundos amplos de mercados emergentes receberam US$ 2,3 bilhões, enquanto fundos dedicados à América Latina tiveram entrada de US$ 0,2 bilhão.
Segundo o banco, os mercados emergentes receberam entradas modestas no período. A melhora também aparece na trajetória dos fluxos nos últimos meses, especialmente a partir de junho.

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Emergentes voltam a ganhar fluxo
Segundo o relatório, o fluxo acumulado para ações de mercados emergentes voltou a subir desde junho e avançou ao longo de julho e agosto.
Outro indicador do Deutsche Bank também aponta melhora. Na comparação com a média do último ano, a categoria de mercados emergentes aparece com fluxo acima da média e em alta.
Os fundos amplos de emergentes ainda aparecem abaixo da média, mas registraram recuperação relevante nas últimas quatro semanas.
A América Latina segue em situação diferente: permanece bem abaixo da média e apresentou leve piora no período.

América Latina ainda fica para trás
A melhora dos emergentes ainda não aparece com a mesma força na América Latina.
No levantamento do Deutsche Bank, LatAm segue com fluxo bem abaixo da média do último ano. O contraste aparece justamente no momento em que outras medidas para mercados emergentes mostram recuperação.
Os dados do relatório não permitem afirmar que esse movimento esteja se traduzindo especificamente em maior entrada de recursos no Brasil.
Como principal mercado acionário da América Latina, porém, o país ganha relevância para acompanhar caso a melhora observada nos emergentes passe a alcançar a região com maior intensidade.





















