Lula e Flávio Bolsonaro lideram nas eleições, mas Augusto Cury ganha terreno e chega ao 3º lugar, mostra pesquisa BTG Pactual/Nexus
A corrida presidencial está ganhando novos contornos após o início da campanha eleitoral, e, segundo a pesquisa BTG Pactual/Nexus, uma terceira via mais concreta começa a aparecer no horizonte — embora ainda esteja distante dos líderes da disputa.
Segundo o levantamento publicado nesta manhã (31), as duas primeiras posições no primeiro turno seguem com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), com 39% e Flávio Bolsonaro (PL-RJ), com 33%. Porém, na terceira colocação está Augusto Cury (Avante), com 11%.
Enquanto Lula recuou dois pontos em relação ao último levantamento, quando registrou 41% das intenções de voto, Flávio Bolsonaro caiu quatro pontos sobre os 37% anteriores.
Já Cury cresceu nove pontos sobre os 2% registrados antes e abriu vantagem fora da margem de erro de dois pontos porcentuais sobre todos os outros adversários. Ronaldo Caiado (PSD) manteve os 5%, Renan Santos (Missão) permaneceu em 3% e Romeu Zema (Novo) foi de 3% na pesquisa passada para 1% na desta segunda-feira.
A alta nas intenções de voto de Cury coincide com o início da campanha eleitoral. O candidato vem ganhando destaque em meio à participação no debate da Rede Bandeirantes e em uma série de sabatinas, especialmente a da Rede Globo, realizada no último sábado (29).
Vale lembrar que Cury não tem tempo no horário eleitoral gratuito de rádio e televisão.
A pesquisa foi realizada por telefone com 2005 eleitores maiores de 16 anos entre sexta-feira (28) e este domingo (30) nos 26 estados e no Distrito Federal. A margem de erro é de dois pontos porcentuais para mais ou para menos, enquanto o índice de confiança é de 95%.
Primeiro turno com Pablo Marçal e Augusto Cury
A nova pesquisa BTG Pactual/Nexus trouxe ainda outro cenário de primeiro turno, com a inclusão de Pablo Marçal como candidato do PRTB. O nome do partido ainda está indefinido, já que o coach obteve na Justiça sua refiliação, mas segue inelegível pelo Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP), e proibido de fazer campanha pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
No cenário com Marçal, Lula saiu de 40% para 37%, Flávio Bolsonaro de 34% para 31%. Cury, no entanto, saiu de 2% para 11%, assim como no primeiro cenário sem o Marçal. Caiado variou de 5% para 6% e o coach aparece com 3%, ante 4% no levantamento passado, empatado com Renan Santos, que permaneceu em 3%.
Já Zema ficou em 2%. Samara Martins e Wilson Grassi (Democrata) aparecem com 1% e outros candidatos não atingiram 1%.
Para 78% dos que mencionaram algum candidato, a decisão de voto está tomada e não mudará, ante 80% há uma semana. Outros 21%, ante 19% de 24 de agosto, poderão mudar e 1% não soube ou não respondeu.
Segundo turno das eleições
Em um eventual segundo turno, Lula e Flávio Bolsonaro seguiram empatados tecnicamente e com as mesmas intenções de voto da semana passada, com 46% e 45%, respectivamente. Neste cenário, nenhum/branco/nulo somariam 8% e 1% estaria indeciso ou não respondeu.
A pesquisa BTG Pactual/Nexus manteve outros três cenários com embates do presidente e os ex-governadores e pré-candidatos Romeu Zema (Novo) e Ronaldo Caiado (PSD), além de Renan Santos (Missão). Não foi feito um cenário entre Lula e Cury no segundo turno.
Contra Caiado, Lula teria vantagem de 45% a 44%, ante vantagem de 46% a 42% na semana passada e também em empate técnico. Em um segundo turno contra o ex-governador mineiro, Lula teria 46% a 41%, acima da margem de erro, ante 47% a 40% na pesquisa anterior.
Se o adversário fosse Renan Santos, o presidente venceria por 47% a 38%, ante 47% a 35% no levantamento anterior.
Espontânea e rejeição
Na pesquisa espontânea, Lula foi de 38% para 37% de intenções de voto e Flávio Bolsonaro variou de 31% para 30%. Augusto Cury, cuja última citação havia sido em 15 de junho, saiu de 0% para 8%, Renan Santos e Caiado permaneceram em 2% e Zema saiu de 2% para 1%.
Outros candidatos foram lembrados por um total de 2%. Nesse quinto levantamento do mês de agosto, 13% não souberam responder ou não opinaram na pesquisa espontânea, ante 15% no levantamento passado. Já o total de brancos, nulos e os que não votariam em nenhum nome foi de 6%.
A rejeição a Lula permaneceu em 49% de todo o eleitorado brasileiro e a de Flávio Bolsonaro variou de 48% para 50%. O potencial de voto de Lula foi de 50% para 49% e o de Flávio Bolsonaro ficou em 47%. Assim como na pesquisa de segundo turno, a rejeição e o potencial de voto de Cury não foram medidos.
Avaliação do governo e aprovação do presidente
O levantamento perguntou ainda como o entrevistado avalia o governo do presidente Lula. Entre os participantes, 16% responderam ótimo, mantendo o mesmo porcentual da semana passada, enquanto 21% avaliaram como bom (19% na pesquisa passada) e 18% consideraram regular (22% no levantamento anterior).
Outros 7% consideraram o governo ruim, ante 6%, e 39% como péssimo, contra 37%.
O trabalho do governo do presidente Lula foi aprovado por 46% ante 48% e desaprovado por 51% dos entrevistados, ante 49% na pesquisa anterior. Os que não responderam e não souberam dar uma avaliação saíram de 4% para 2%.
*Com informações do Money Times.
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