Bitmine compra 42 mil ETH em seis dias e amplia exposição
A Bitmine Immersion Technologies, empresa de tesouraria de ativos digitais presidida por Tom Lee, comprou 9.926 ETH por cerca de US$ 19 milhões em 17 de agosto e, seis dias depois, adquiriu mais 32.447 ETH, somando 42.373 tokens no período. A sequência ocorre enquanto o ether acumulava alta de 28% nos 30 dias encerrados em 27 de agosto, em uma reversão após meses de fraqueza, segundo o Motley Fool.
A empresa compra Ethereum semanalmente há 14 meses, segundo o Motley Fool. O ritmo recente reacende o debate sobre a demanda institucional pelo ativo, sem configurar recomendação de compra.
PublicidadeBitmine acelera compras de Ethereum
O modelo de negócio da Bitmine é simples de descrever e difícil de sustentar: emitir novas ações, usar o capital captado para comprar mais ETH e repetir o ciclo. A continuidade depende de a ação negociar acima do valor dos ativos que respaldam cada papel, condição que a fonte classifica como uma suposição grande e insegura.
Desde julho, a Bitmine recomprou 20,8 milhões de ações próprias, movimento que ajuda a equilibrar o lado da emissão. Ainda assim, a empresa está no vermelho em seu estoque: pagou US$ 19,1 bilhões pelo ETH acumulado, que valia US$ 10,9 bilhões em 31 de maio. Segundo a fonte, a Bitmine controla quase 5% da oferta de Ethereum.
O que a estratégia significa para o investidor
O ponto central é que investidores individuais não têm como replicar esse mecanismo. A Bitmine financia novas compras com a venda de ações no mercado, e o volume que consegue levantar depende diretamente do preço que os investidores aceitam pagar por esses papéis, algo fora do alcance de quem apenas compra ETH à vista.
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Há também um efeito de concentração. Segundo o Motley Fool, como a Bitmine controla quase 5% da oferta do ativo, a parcela sob seu controle não seria vendida para pressionar os preços. Isso é uma característica do modelo descrito pela fonte, não uma garantia de valorização do Ethereum.
Segundo o Motley Fool, a tokenização de ativos e o staking são tendências que podem favorecer o Ethereum. A fonte afirma que a rede já é o maior ambiente para essas atividades e que poderia capturar parte do valor gerado por meio de taxas de transação ou outros mecanismos do ecossistema. Para o investidor, esse cenário não elimina os riscos associados ao ativo nem transforma a estratégia da Bitmine em um modelo replicável no varejo.
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