Duas empresas vencem leilão para manejo de 267 mil hectares na Amazônia

Duas empresas venceram o leilão de três áreas de manejo florestal e exploração sustentável da Floresta Nacional de Balata-Tufari, que somam 267 mil hectares, no Amazonas. O resultado da concessão foi anunciado nesta quinta-feira (25), na B3, pelo Serviço Florestal Brasileiro (SFB).
As vencedoras foram a B2 Comércio e Exportação de Madeiras e a Madeirantes Serviços, Indústria e Comércio de Madeira. Foram arrecadados cerca de R$ 19 milhões como outorga fixa, espécie de pagamento único.
O contrato tem duração de 37 anos. Ao longo desse período, estão previstos investimentos privados de aproximadamente R$ 300 milhões. O SFB estima produção anual de 144 mil metros cúbicos de madeira e geração de cerca de 1,7 mil empregos – 577 diretos e 1.154 indiretos.
A exploração de madeira deve seguir regras definidas no projeto de concessão e na legislação brasileira. Em nota, o SFB diz que a operação vai contar com “infraestrutura planejada, como estradas e pátios de estocagem, e técnicas de corte direcionado e de baixo impacto”.
“As medidas têm como objetivo reduzir os danos à vegetação remanescente e garantir o uso responsável dos recursos florestais”, afirma o órgão ligado ao governo federal.
A B2 venceu a disputa pelas unidades de manejo florestal (UMFs) I e III, com outorgas de R$ 6 milhões e R$ 8,6 milhões respectivamente. Já a Madeirantes ficou com a UMF II, por R$ 4,4 milhões.
A Floresta de Balata-Tufari fica localizada na chamada “área de influência” da rodovia BR-319, que liga Manaus (AM) a Porto Velho (RO), uma região que sofre pressão de desmatamento e atividades ilegais.
Com esse leilão, a área de florestas públicas federais destinada ao manejo florestal sustentável chega a aproximadamente 1,86 milhão de hectares, distribuídos em 30 unidades de manejo – 17% a mais do que a área total concedida até então, segundo o governo. A meta do governo federal é alcançar 5 milhões de hectares em áreas concedidas para manejo e reflorestamento até 2027.
Os contratos também preveem recursos para pesquisa, monitoramento e proteção florestal, educação ambiental e ações voltadas às comunidades do entorno, incluindo povos indígenas e ribeirinhos.


















