Sem ânimo, mercado externo cai nesta quarta; inflação continua no radar

No Brasil, o Senado aprovou o projeto que cria um Marco Legal das Ferrovias para o país

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Os mercados globais seguem pressionados nesta quarta-feira, 6, por conta da tensão com o aumento do custo de energia, refletindo diretamente no avanço da inflação.

Na Ásia, as bolsas fecharam no campo negativo, com os investidores preocupados com o começo da redução dos estímulos adotados em meio à pandemia de Covid-19. Além disso, a crise de liquidez do setor imobiliário chinês segue no radar.

No mesmo caminho, as bolsas europeias e os futuros americanos caem nesta quarta. As preocupações continuam com as pressões de preço dos custos crescentes de petróleo e de gás natural e pelas perspectivas de aumento da inflação.

Na zona do euro, o resultado das vendas no varejo não agradou muito o mercado, subindo apenas 0,3% em agosto.

Leia também:   Bolsas globais operam sem tendência nesta quinta; PEC e PIB ganham os holofotes por aqui

Outro ponto de atenção é o impasse político dos Estados Unidos sobre o teto da dívida do país. A agenda econômica do presidente Joe Biden também contribui para o ambiente de incertezas. Os investidores devem acompanhar hoje a divulgação dos dados de emprego no setor privado do país, além dos estoques de petróleo.

Já em relação às commodities, o preço do petróleo bruto se estabilizou, mas está em sua maior alta. O minério de ferro, por sua vez, segue sem cotação em Dalian, por conta do feriado na China – por lá, os mercados só vão reabrir na sexta-feira.

No Brasil, o Senado aprovou o projeto que cria um Marco Legal das Ferrovias para o país. E ainda no campo político, os investidores deverão manter no radar a PEC dos precatórios.

Leia também:   Com feriado nos EUA, bolsas europeias operam no campo positivo; dados de inflação e da Petrobras ganham os holofotes por aqui

A Fundação Getúlio Vargas (FGV) divulgou nesta manhã o Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI) de setembro, apresentando redução de 0,55%, percentual inferior ao apurado no mês anterior, quando caiu 0,14%.

Com este resultado, o índice acumula alta de 15,12% no ano e de 23,43% em 12 meses. Em setembro de 2020, o índice havia subido 3,30% e acumulava elevação de 18,44% em 12 meses. A queda no indicador reflete a baixa de 22,11% registrada no preço do minério de ferro, influenciando novamente o resultado da inflação ao produtor.

Ainda hoje, o indicador de vendas no varejo sairá por volta das 9h, no horário de Brasília.

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