Copom eleva taxa Selic de 5,25% para 6,25% ao ano; como ficam seus investimentos?

Em meio à pressão sobre a inflação, Banco Central decidiu subir os juros básicos da economia brasileira pela quinta vez no ano

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Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

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O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central informou nesta quarta-feira, 22, que decidiu elevar a taxa básica de juros (Selic) em um ponto percentual, de 5,25% para 6,25% ao ano.

A decisão era aguardada pelo mercado financeiro, que aposta em um aumento da Selic para 8,25% até o fim deste ano e para 8,50%, até dezembro de 2022. 

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Este foi o quinto aumento seguido dos juros brasileiros em 2021, que começaram a ser elevados em março, quando passaram de 2,00% para 2,75% ao ano.  

A Selic é o principal instrumento de política monetária utilizado pelo Banco Central para controlar a inflação. Ela influencia todas as taxas de juros do país, como dos empréstimos, dos financiamentos e das aplicações financeiras, como de produtos de renda fixa do Tesouro Direto, CDBs, LCIs e LCAs. 

A inflação vem dando sinais de preocupação há algum tempo. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), principal referência brasileira, registrou alta de 0,87% em agosto, com um avanço de 5,67% no acumulado do ano e de 9,68%, em 12 meses. 

O Banco Central tem como missão controlar a inflação do país e, para isso, adota o sistema de metas do Conselho Monetário Nacional (CMN), em vigor desde 1999. 

Para 2021, a meta central inflacionária é de 3,75%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos, isto é, com possibilidade de variar de 2,25% a 5,25%, patamar bem abaixo no nível atual. 

Já para 2022, a meta é de 3,5%, também com intervalo de 1,5 ponto para cima ou para baixo.  

Nova alta da Selic em setembro

Em seu comunicado, o Copom também deixou claro que deve manter o ritmo de ajuste da Selic no próximo encontro, marcado para os dias 26 e 27 de outubro.

“O Copom considera que, no atual estágio do ciclo de elevação de juros, esse ritmo de ajuste é o mais adequado para garantir a convergência da inflação para a meta no horizonte relevante e, simultaneamente, permitir que o Comitê obtenha mais informações sobre o estado da economia e o grau de persistência dos choques”, afirmou o Comitê em nota.

“Neste momento, o cenário básico e o balanço de riscos do Copom indicam ser apropriado que o ciclo de aperto monetário avance no território contracionista. Para a próxima reunião, o Comitê antevê outro ajuste da mesma magnitude.”

Votaram por essa decisão os seguintes membros do Comitê: Roberto Oliveira Campos Neto (presidente), Bruno Serra Fernandes, Carolina de Assis Barros, Fabio Kanczuk, Fernanda Magalhães Rumenos Guardado, João Manoel Pinho de Mello, Maurício Costa de Moura, Otávio Ribeiro Damaso e Paulo Sérgio Neves de Souza.

Como ficam suas aplicações financeiras 

Toda vez que o Banco Central decide elevar a taxa de juros, o retorno de aplicações financeiras indexadas à Selic ou ao CDI (referencial de investimentos de renda fixa que anda lado a lado com a Selic) também aumenta. 

Desta forma, um produto bancário do tipo CDB que pague 100% do CDI, por exemplo, vai render mais. Com os juros a 5,25%, esse investimento renderia ao investidor um retorno líquido (descontado o Imposto de Renda de 17,5% para aplicações a partir de um ano) de 4,33% em 12 meses. Com o aumento da Selic para 6,25%, esse mesmo produto passa a render 5,16%. 

No caso da caderneta de poupança, o retorno, atualmente equivalente à 70% da taxa Selic, também fica maior, mas segue bem abaixo da inflação. Com o novo patamar da Selic, a poupança passa a render cerca de 4,38% ao ano ao investidor, diante de uma inflação em 12 meses que está próxima dos 10%. 

Uma taxa Selic mais alta também impõe maior desafio a investimentos de renda variável, diante de um custo de oportunidade mais alto. Com juros maiores, investidores voltam a analisar com mais atenção produtos de renda fixa, ainda que muitos sigam entregando um rendimento real negativo, isto é, abaixo da inflação. 

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