IPCA acelera ritmo de alta a 1,25% em outubro, acima das expectativas do mercado

Inflação foi a maior para um mês de outubro desde 2002; índice acumula alta de 8,24% no ano e de 10,67% em 12 meses

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Indicador oficial da variação de preços no Brasil, o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) acelerou o ritmo de alta e avançou 1,25% em outubro, segundo dados divulgados nesta quarta-feira, dia 10, pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Em setembro, o índice havia subido 1,16%.

O crescimento, o maior para um mês de outubro desde 2002, veio acima do esperado por analistas de mercado, que apostavam em uma alta de 0,92% a 1,19%, segundo expectativa dos especialistas consultados pela Broadcast. No acumulado do ano, a variação de preços já acumula alta de 8,24%; em 12 meses, de 10,67%.

Segundo o IBGE, todos os nove grupos de produtos e serviços pesquisados tiveram alta no mês passado. O maior impacto veio de transportes, com uma inflação de 2,62% (o aumento havia sido de 1,82% em setembro). O segmento com a segunda maior contribuição para o IPCA foi alimentação e bebidas (+1,17%), enquanto a segunda maior variação percentual veio de vestuários (+1,80%).

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Pela manhã, a Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas) divulgou que o IPC (Índice de Preços ao Consumidor do município de São Paulo) da primeira semana de novembro subiu 1,01% –em outubro, o indicador avançou 1%.

Efeito sobre juros e crescimento

Na tentativa de controlar a inflação em um cenário de política fiscal deteriorada (o governo quer alterar o teto de gastos através da Proposta de Emenda à Constituição dos Precatórios na tentativa de aumentar as despesas públicas), o Banco Central acelerou a elevação da taxa básica de juros. Na última reunião, a autoridade monetária elevou a Selic em 1,5 ponto, a 7,75% ao ano.

O mercado já espera que os juros alcancem 11% no final de 2022, e vem reduzindo as projeções para o crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) no ano que vem (a expectativa hoje é de alta de apenas 1%).

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“O resultado mantém pressão sobre a autoridade monetária para altas mais fortes na Selic, mas trabalhamos com a hipótese de que o Banco Central mantenha o atual ritmo de ajuste”, afirmou o economista-chefe da Necton, André Perfeito, em comentário sobre a divulgação do índice.

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