Ibovespa opera próximo da estabilidade com agravamento das tensões no Oriente Médio e divulgação de indicadores macroeconômicos

Fonte: Shutterstock/deepadesigns

O Ibovespa abre o pregão desta quinta-feira (28) oscilando próximo a estabilidade, aos 175.800 pontos, refletindo a cautela dos investidores diante da intensificação das tensões geopolíticas no Oriente Médio. A fragilidade do cessar-fogo na região voltou ao centro das atenções após trocas de ataques militares diretos entre os Estados Unidos e o Irã, envolvendo bases no Kuwait e instalações iranianas, movimento que impulsionou os preços do petróleo em mais de 2%. No ambiente doméstico, o mercado também acompanha a pauta política na Câmara dos Deputados, com discussões sobre o fim da escala de trabalho 6×1, além da divulgação de indicadores macroeconômicos.

No campo dos indicadores macroeconômicos, os dados mais recentes revelam dinâmicas distintas para as economias americana e brasileira neste início de 2026. Nos Estados Unidos, o Produto Interno Bruto (PIB) real do primeiro trimestre expandiu a uma taxa anualizada de 1,6%, vindo abaixo da expectativa de mercado de 2,0% devido a revisões para baixo no consumo das famílias e nos investimentos privados, embora tenha acelerado frente ao fim de 2025. Por outro lado, o índice de inflação PCE de abril trouxe alívio ao avançar 0,4% no índice cheio e 0,2% no núcleo, ficando abaixo das projeções e acumulando alta nos últimos meses de 3,8% no índice geral e 3,3% no núcleo. Já no Brasil, o mercado de trabalho demonstrou resiliência, com a taxa de desocupação do trimestre encerrado em abril recuando para 5,8%, resultado melhor que os 5,9% esperados pelos analistas. Em contrapartida, a inflação na porta de fábrica, medida pelo Índice de Preços ao Produtor (IPP), disparou 2,63% em abril, acumulando alta de 5,12% no ano, impulsionada diretamente pelo encarecimento de produtos químicos e do refino de petróleo em meio aos gargalos logísticos gerados pelos conflitos no Estreito de Ormuz.

No ambiente corporativo, os desdobramentos financeiros e operacionais de grandes empresas também movimentam os negócios e a alocação de capital. A Raízen (RAIZ4) ganha destaque após reportar a credores uma dívida total de R$ 75,3 bilhões em março de 2026, dos quais R$ 65,4 bilhões estão estruturados dentro de seu plano de recuperação extrajudicial, enquanto suas ações registram queda de 19,0%. No setor de saneamento, os papéis da Copasa (CSMG3) sobem 2,60% após o governo de Minas Gerais decidir rever o processo de privatização da companhia, diante do fato de que as propostas apresentadas por investidores de referência ficaram abaixo do preço mínimo estipulado para o ativo. Já no setor de papel e celulose, a BlackRock ampliou sua participação acionária na Klabin (KLBN11), passando a deter mais de 392,7 milhões de ações preferenciais da companhia, distribuídas entre papéis diretos, units e ADRs, enquanto as ações da companhia avançam registram estabilidade.

Por volta das 10h54, as listas das maiores altas e baixas eram dominadas por:

Altas

• Minerva (BEEF3): +3,34%

• RaiaDrogasil (RADL3): +2,92%

• Copasa (CSMG3): +2,60%


Baixas

• Cosan (CSAN3): -2,74%

• Braskem (BRKM5): -2,30%

• CPFL Energia (CPFE3): -1,83%


Confira a evolução do Ibovespa:

*Até o dia 28/05 às 10h54

• Segunda-Feira (25): +0,91%

• Terça-Feira (26): -0,69%

• Quarta-Feira (27): -0,48%

• Quinta-Feira (28): +0,03%

• Na semana*: -0,23%

• Em maio*: -6,15%

• No 2°tri./26*: -6,22%

• Em 12 meses*: +26,58%

• Em 2026*: +9,11%

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