IPCA-15 avança 1,17% em novembro; alta é a maior para o mês desde 2002

Analistas ouvidos pela Reuters esperavam alta de 1,10%; no ano, a inflação acumula aumento de 9,57%

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A duas semanas da última decisão do Copom (Comitê de Política Monetária do Banco Central) sobre juros, o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulgou nesta quinta-feria, dia 26, que o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) da primeira quinzena deste mês avançou 1,17%, acima das expectativas do mercado.

A taxa é a maior já registrada para o mês de novembro desde 2002. No ano, o indicador já acumula alta de 9,57%; em 12 meses, o avanço é de 10,73%.

O resultado mostra uma certa desaceleração em relação às primeiras duas semanas de outubro, quando a alta foi de 1,20%, mas veio acima da expectativa de analistas consultados pela Reuters, que viam um avanço de 1,10% no período. Especialistas ouvidos pela Broadcast esperavam um avanço entre 0,86% e 1,23% na variação de preços.

O dado vem sendo acompanhado com atenção pelos investidores. Apesar de na última reunião do Copom o colegiado ter indicado um novo aumento de 1,5 ponto na taxa básica, hoje em 7,75% ao ano, as negociações de juros futuros já precificam uma elevação de 2 pontos percentuais no encontro de dezembro.

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De acordo com o IBGE, todos os grupos de produtos e serviços pesquisados tiveram alta em novembro. A maior variação e maior impacto no IPCA veio de transportes, que subiram 2,89% no período. Em seguida, aparece habitação (alta de 1,06%) e saúde e cuidados pessoais (0,80%).

Já o grupo alimentação e bebidas subiu 0,40%, mostrando uma desaceleração da alta de preços em relação a outubro, quando o avanço havia sido de 1,38%.

Como o dado pode impactar o mercado?

Para o economista-chefe da Necton, André Perfeito, é pouco provável que o número tenha impacto significativo nos preços hoje, já que apesar de ter vindo acima do esperado, o indicador não trouxe grandes surpresas.

“Apesar da alta no índice, ele não trouxe exatamente nenhuma novidade. Em termos agregados sabemos bem que a inflação segue persistente. Gasolina e gás de cozinha continuam tirando o sono do brasileiro”, apontou. “Num dia sem Nova York para guiar os investidores, o indicador pode ter impacto no mercado, mas como acredito que não traz exatamente nenhuma novidade, esse impacto tende a ser limitado”.

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Como observou o economista Alexsandro Nishimura, sócio da BRA, a curva de juros abriu em queda na manhã de hoje. Às 9h46, o contrato DI com vencimento em janeiro de 2023 era negociado em queda de 8 pontos base, a 12,07%. “O dado vem em linha com a perspectiva do mercado, que tem aumentado constantemente as projeções para o IPCA deste ano e os próximos, com riscos para a meta de 2022”.

 

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