Ibovespa fecha estável em meio às perspectivas de avanço diplomático no Oriente Médio

Foto: Shutterstock/Quality Stock Arts

O Ibovespa encerrou o pregão desta segunda-feira (3) aos 178.000 pontos, praticamente estável em relação ao fechamento anterior. O mercado repercutiu a nova redução das projeções para a inflação e para a taxa Selic em 2026, divulgadas pelo Boletim Focus, enquanto o avanço das negociações entre Estados Unidos e Irã contribuiu para aliviar as preocupações com a oferta global de petróleo.

No cenário doméstico, os investidores repercutiram o Boletim Focus, que trouxe nova redução nas projeções para a inflação em 2026. A estimativa para o IPCA caiu de 5,12% para 5,03%, marcando a quinta semana consecutiva de queda. O relatório também mostrou revisão para baixo da expectativa para a taxa Selic, que passou de 14,00% para 13,75% ao ano, reforçando as apostas de continuidade do ciclo de flexibilização da política monetária.

No cenário internacional, os investidores acompanharam os desdobramentos das negociações envolvendo o Estreito de Ormuz. O Irã afirmou que as conversas com Omã para ampliar o trânsito de embarcações pela região seguem avançando, após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, cancelar uma ofensiva militar e sinalizar uma nova rodada de negociações com Teerã. As perspectivas de avanço diplomático reduziram as preocupações com a oferta global de petróleo e pressionaram os preços da commodity no mercado internacional.

No setor de petróleo e mineração, as ações encerraram o pregão em queda, acompanhando a desvalorização da commodity no mercado internacional. As ações ordinárias da Petrobras (PETR3) recuaram 0,86%, enquanto as preferenciais (PETR4) caíram 0,85%. A Prio (PRIO3) perdeu 3,86%, a PetroReconcavo (RECV3) cedeu 3,19% e a Vale (VALE3) encerrou o pregão com baixa de 2,15%.

No setor bancário, as ações dos principais bancos encerraram o pregão sem direção única. O Santander Brasil (SANB11) avançou 1,08%, seguido pelo Itaú Unibanco (ITUB4), com alta de 0,70%, e pelo Bradesco (BBDC4), que ganhou 0,65%. Na contramão do setor, o Banco do Brasil (BBAS3) recuou 0,37%.

Entre as maiores altas do Ibovespa, a Hapvida (HAPV3) liderou os ganhos do índice, com valorização de 5,59%. Na sequência, apareceram Cury (CURY3), com alta de 4,52%; C&A (CEAB3), que avançou 3,60%; Direcional (DIRR3), com ganho de 3,52%; Embraer (EMBR3), que subiu 3,12%; e Vivara (VIVA3), com alta de 2,98%.

Na ponta negativa, a CSN (CSNA3) liderou as perdas do índice ao recuar 6,82%. Também encerraram o pregão em baixa Prio (PRIO3), com queda de 3,86%; PetroReconcavo (RECV3), que cedeu 3,19%; Vamos (VAMO3), com recuo de 2,40%; Bradespar (BRAP4), que perdeu 2,27%; e Vale (VALE3), com baixa de 2,15%.

 

As listas das maiores altas e baixas da carteira do Ibovespa ficaram assim:

 

Altas

• Hapvida (HAPV3): +5,59%

• Cury (CURY3): +4,52%

• C&A Modas (CEAB3): +3,60%

• Direcional (DIRR3): +3,52%

• Embraer (EMBJ3): +3,12%


Baixas

• CSN (CSNA3): -6,82%

• Prio (PRIO3): -3,86%

• PetroRecôncavo (RECV3): -3,19%

• Vamos (VAMO3): -2,40%

• Bradespar (BRAP4): -2,27%


Confira a evolução do IBOV no fechamento de hoje (03/08):

• Segunda-Feira (03): +0,00%

• Na semana: +0,00%

• Em julho: +0,00%

• No 3°tri./26: +3,47%

• Em 12 meses: +34,40%

• Em 2026: +10,47%


EUA

Os principais índices de Nova York encerraram o dia em alta:

• Dow Jones: +1,32%

• Nasdaq: +2,13%

• S&P 500: +1,48%

 

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