Vale atualiza informações sobre a mina de Mariana interditada

Companhia afirma que não há risco iminente de ruptura e que começou teste para uso de trem não tripulado.

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No último dia 09, a Superintendência Regional do Trabalho de Minas Gerais afirmou que uma das barragens da Vale (VALE3), localizada em Mariana, corria “grave e iminente risco de ruptura por liquefação”. 

Trata-se da barragem Xingu, na mina Alegria, interditada desde março de 2020 pela Agência Nacional de Mineração (ANM), por medidas de segurança aos trabalhadores. 





Nesta quarta-feira, 16, a Vale atualizou as informações sobre a situação em comunicado ao mercado. A mineradora confirmou que o acesso de trabalhadores e a circulação de veículos na zona da inundação da barragem Xingu continuam suspensos, inclusive a área da mina Alegria.

Leia também: Barragem da Vale em Mariana é interditada por risco de ruptura

Por enquanto, acrescenta em comunicado ao mercado, “é permitido apenas, mediante rigoroso protocolo de segurança, o ingresso de pessoas que trabalham nas atividades de estabilização da estrutura e nas ações estruturantes para implementação do trem não tripulado”.

Após a interdição, a companhia iniciou testes para a implantação de um trem não tripulado, com carga reduzida para operar no local. Durante a fase de testes do trem, há menor circulação de composições no ramal, com velocidade reduzida e retorno gradual da carga transportada. 

De acordo com a Vale, esta implementação do trem não tripulado permitirá o uso de um trecho de 16 km por meio de sistema de controle integrado, capaz de realizar operações de aceleração e frenagem dinâmica de forma automática.

“Espera-se que, ao fim dos testes e da implantação, que devem durar entre um e dois meses, a usina de Timbopeba seja capaz de manter a operação em cerca de 80-100% de sua capacidade diária de 33 mil toneladas”, informa a empresa.





Risco de ruptura 

A companhia ressalta que a Barragem Xingu permanece em nível 2 de emergência, conforme Plano de Ação de Emergência de Barragens de Mineração (PAEBM), em que não há risco iminente de ruptura. 

Em visita técnica realizada na terça-feira, 15, pela Agência Nacional de Mineração (ANM), a instituição confirmou que não há risco iminente ou alteração na condição da estrutura. 

De acordo com a Vale, a barragem é monitorada e inspecionada por uma equipe técnica especializada e está incluída no plano de descaracterização de barragens da companhia. Por máxima cautela, a Zona de Autossalvamento (ZAS) da Barragem Xingu permanece evacuada, sem a presença permanente de pessoas na área, conclui a empresa.

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