Inflação deve ficar abaixo da meta com elevação da Selic, diz Copom

Comitê de política monetária sinaliza uma nova elevação na taxa Selic para o mês de junho.

Equipe TradeMap

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A ata do Copom (Comitê de Política Monetária) do Banco Central reafirmou em documento divulgado nesta terça-feira, 11, que os choques atuais causados pelo aumento da inflação são temporários. 

De acordo com o colegiado, a pressão inflacionária deve se manter no curto prazo, mas a elevação da taxa Selic até um patamar considerado neutro vai fazer a inflação ficar “consideravelmente” abaixo da meta. 





Na última reunião, realizada em 4 de maio, o Copom subiu a taxa básica de juros pela segunda vez no ano, em 0,75%, para 3,50% ao ano, como sinalizado anteriormente pelo BC. 

A decisão aconteceu em meio a um cenário de forte aumento da inflação de alimentos, combustíveis e energia. Em 12 meses, os preços acumularam alta de 6,76%, valor acima do teto da meta fixado pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) para 2021, que é de 3,75%  – com tolerância de 1,5 p.p para mais ou menos, ou seja, os limites são 1,25% e 5,25%. 

Segundo o Copom, com exceção do petróleo, os preços internacionais das commodities em alta impactaram as projeções para alimentos e bens industriais. Além disso, o BC prevê que o aumento na bandeira tarifária da energia elétrica também deve pressionar os valores nos próximos meses. 

“A transição para patamares mais elevados de bandeira tarifária de energia elétrica deve manter a inflação pressionada no curto prazo. O Comitê mantém o diagnóstico de que os choques atuais são temporários, mas segue atento à sua evolução”, diz o documento.

A divulgação da ata acontece no mesmo dia em que o IBGE divulgou os dados do IPCA de abril, mostrando que o indicador econômico cresceu 0,31% no mês, alimentado pelos preços dos medicamentos. 

Próximos meses 

No comunicado, o Banco Central sinalizou uma nova alta, na mesma magnitude das anteriores, em junho. Com isso, a Selic deve aumentar novos 0,75%, para 4,25%.





“Adicionalmente, observou que elevações de juros subsequentes, sem interrupção, até o patamar considerado neutro implicam projeções consideravelmente abaixo da meta de inflação no horizonte relevante”, diz a ata da reunião.

Se o colegiado seguir alinhado com a pesquisa Focus, a Selic deve terminar 2021 em 5,50% e as expectativas de inflação em 5,06%, de acordo com relatório desta semana. 

*com informações da Agência Brasil. 

Leia também:   Previsão do PIB em 2021 aumenta para 4,36%, segundo Boletim Focus

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