FMI amplia empréstimos para países da América Latina, diz agência

Yuri Gripas/Reuters

O Fundo Monetário Internacional (FMI) ampliou a rede de segurança de algumas das maiores economias da América Latina, informou a Bloomberg nesta sexta-feira, 19.

De acordo com a agência de notícias, depois da queda livre dos mercados no primeiro trimestre deste ano, em decorrência da pandemia do novo coronavírus, o Chile e Peru correram para se juntar ao México e Colômbia como os únicos países do mundo com acesso aos recursos de Linha de Crédito Flexível (LCF) do FMI.

Os quatros países agora podem acessar US$ 107 bilhões em financiamento quando quiserem, ressalta a Bloomberg. O valor equivale a um décimo da capacidade total de empréstimo da instituição financeira.

Essa é uma reserva valiosa caso mercados emergentes sofram outra onda de saídas “intensas” vistas em fevereiro e março, disse Alberto Ramos, economista-chefe do Goldman Sachs para a América Latina.

Segundo o Instituto de Finanças Internacionais, os investidores retiraram cerca de US$ 83 bilhões em recursos dos mercados de renda variável e de dívidas de países em desenvolvimento durante o mês de março.

O FMI tem um histórico polêmico na América Latina nos últimos anos, depois que empréstimos à Argentina e ao Equador levaram a protestos e em meio às recomendações de austeridade do fundo. As LCFs não possuem essas condições.

Foto: Yuri Gripas/Reuters

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