Mercado aumenta projeção da inflação para 7,27% em 2021, aponta Boletim Focus

Para 2022, a estimativa também foi elevada, passando de 3,93% para 3,95%. Foi a sexta alta seguida

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Os analistas do mercado financeiro subiram a expectativa da inflação do Brasil deste ano, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), pela 21ª semana consecutiva. Eles preveem o indicador a 7,27%, o que representa uma expansão de 0,16 ponto percentual frente à leitura da semana passada, de 7,11%.

Para 2022, a estimativa também foi elevada, passando de 3,93% para 3,95%. Foi a sexta alta seguida.





As informações constam no Boletim Focus, divulgado nesta segunda-feira, 30, pelo Banco Central e que traz as previsões do mercado para os principais indicadores econômicos do país.

Vale destacar que a meta de inflação de 2021, imposta pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), a ser perseguida pelo BC é de 3,75%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos. Para o próximo ano, a meta é de 3,50%.

Dessa forma, a meta de 2021 será considerada cumprida se ficar entre 2,25% e 5,25%.

Caso a inflação brasileira fique de fato acima da meta, como apontam as estimativas, o presidente do Bacen, Roberto Campos Neto, terá que redigir uma carta aberta explicando os motivos para o descumprimento.

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PIB

Em contrapartida, os economistas consultados pelo BC diminuíram a projeção de alta do Produto Interno Bruto (PIB) deste ano de 5,27% para 5,22%, queda de 0,05 ponto percentual em relação à projeção imediatamente passada.

Para o ano que vem, no entanto, a previsão foi mantida na casa dos 2%.





O PIB é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país e serve, sobretudo, para medir a evolução da economia.

Selic

Quanto à taxa básica de juros do país, os analistas consultados pelo BC esperam que a Selic fique em 7,50% ao ano – tanto em 2021 quanto em 2022. Não houve alteração em comparação à leitura da semana passada.

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Na última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do BC, a taxa foi elevada para 5,25% ao ano. Para a próxima reunião, a entidade deixou subentendido que a Selic deve subir novamente em 1 ponto percentual para conter a inflação.

Câmbio

A projeção para o dólar no fim de 2021 subiu de R$ 5,10 para R$ 5,15. Para o final do próximo ano, ficou estável em R$ 5,20.

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