TradeLetter Semanal | 07 – 13 Junho 2026

Fonte: Shutterstock/Jinning Li

Radar Macro & Mercados

Os sinais diplomáticos entre EUA e Irã avançaram com declarações de que as partes chegaram a um acordo sobre o texto final do entendimento de paz, mas a ausência de confirmação oficial manteve a incerteza no mercado. Na Europa, o BCE surpreendeu ao subir juros pela primeira vez em três anos, reforçando o ambiente global de juros elevados por mais tempo. Nos EUA, o CPI de maio avançou frente a abril, pressionado pelos custos de energia, consolidando a perspectiva de manutenção dos juros americanos por período prolongado. No Brasil, o IPCA desacelerou na margem em maio, mas segue pressionado no acumulado em doze meses, mantendo o Banco Central em postura vigilante. 


Fechamento semanal – em %




Irã derruba helicóptero americano: Um drone iraniano abateu um helicóptero AH-64 Apache dos EUA em patrulha sobre o Estreito de Ormuz. Em retaliação, os norte-americanos lançaram ataques contra radares, estações de controle de drones e sistemas antiaéreos iranianos ao longo da costa do Golfo Pérsico.

Acordo EUA-Irã nunca esteve tão próximo, mas incerteza persiste: O primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, afirmou que as partes chegaram a um consenso sobre o texto final do acordo de paz, enquanto o chanceler iraniano, Abbas Araqchi, declarou que um entendimento entre os países “nunca esteve tão próximo”. A ausência de confirmação oficial, no entanto, mantém o cenário de incerteza geopolítica.


BCE sobe juros pela primeira vez em três anos: O Banco Central Europeu elevou sua taxa de depósito de referência de 2,0% para 2,25%, na primeira alta desde setembro de 2023, após um ciclo de cortes iniciado em meados de 2024. A decisão foi motivada pela aceleração da inflação na zona do euro acima de 3%, pressionada pelos custos de energia decorrentes da guerra no Oriente Médio. 

CPI dos EUA avança: A inflação ao consumidor nos EUA subiu 4,2% em maio na base anual, acelerando frente aos 3,8% de abril, impulsionada pelo aumento dos custos de gasolina e energia decorrentes do conflito no Oriente Médio. Na margem, o índice avançou 0,5%, em linha com o esperado, desacelerando ante os 0,6% de abril. O núcleo do CPI, que exclui alimentos e energia, subiu 2,9% em doze meses e apenas 0,2% na comparação mensal. 

IPCA desacelera em maio, mas inflação acumulada segue pressionada: O IPCA avançou 0,58% em maio, abaixo dos 0,67% de abril, acumulando 3,20% no ano e 4,72% em 12 meses. 

Ibovespa interrompe sequência de oito semanas de perdas: Em meio às sinalizações de progresso nas negociações entre EUA e Irã e à desaceleração do IPCA doméstico, o Ibovespa registrou sua melhor performance semanal desde abril, interrompendo oito semanas consecutivas de perdas. O pregão de sexta-feira, porém, refletiu cautela dos investidores diante da ausência de um acordo formal, com o índice recuando 0,21%, aos 171.133 pontos.



Ibovespa — Maiores Altas e Baixas da Semana

Maiores Altas  

Maiores Baixas 



Análise dos Destaques da Semana

Melhor Desempenho: Cury (CURY3)

Preço de Fechamento (12/06/2026): R$ 32,11 | Variação Semanal: +11,88% – Valorização impulsionada pela elevação de recomendação do JPMorgan para “compra”. O banco destacou o valuation atrativo, dividend yield esperado de 9% no ano e o maior retorno sobre patrimônio líquido entre as incorporadoras de sua cobertura, com projeção de 82% para 2026

Pior Desempenho: Natura (NATU3)

Preço de Fechamento (12/06/2026): R$ 8,56 | Variação Semanal: -11,93% – Desvalorização pressionada pelos resultados do primeiro trimestre abaixo do esperado, com prejuízo líquido mais que triplicando na comparação anual. O movimento foi agravado por revisões conservadoras de analistas e pela perspectiva de encerramento antecipado do compromisso da Advent International com os papéis ao final de junho, o que pode intensificar a pressão vendedora sobre a ação.



Nota:
As informações desta newsletter têm caráter informativo e não constituem recomendação de investimento.


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