A Tenda (TEND3), por meio de fato relevante publicado nesta manhã de terça-feira (20), anunciou as projeções e expectativas para o ano de 2023.
De acordo com o anúncio, a empresa pretende atingir uma margem bruta ajustada de no mínimo 24% e no máximo 26%. O porcentual representa a fatia da receita líquida que sobra como lucro bruto.
Para as vendas líquidas, definidas como o resultado das vendas brutas menos os distratos do período, a empresa estimou algo entre R$ 2,7 bilhões e R$ 3 bilhões para o próximo ano.
Vale ressaltar que as estimativas e projeções estão sujeitas a diversos riscos e incertezas e consideram as informações atualmente disponíveis.
O que achamos?
A estimativa para o próximo ano é positiva em comparação ao ano atual, de 2022, que mostrou resultados enfraquecidos devido ao conturbado cenário macroeconômico e oscilação dos preços das commodities.
Por isso, a Tenda espera que as vendas líquidas sejam similares ao reportado no ano de 2021, quando chegaram a R$ 3,1 bilhões. A estimativa de R$ 3 bilhões é 45% superior ao que foi reportado até o terceiro trimestre de 2022.
Além disso, a margem bruta ajustada deve voltar aos patamares de 2020, quando chegou a 32%. Em comparação com a margem anualizada até o terceiro trimestre, de 13,9%, a estimativa seria superior em 12 pontos percentuais.
Por ser uma empresa voltada para o público de baixa renda, a Tenda foi afetada pelo elevado patamar de juros e inflação, que reduziu o poder de compra da população.
Porém, para o ano que vem a empresa pode contar com aumentos nos incentivos governamentais sobre o programa social atualmente chamado de Casa Verde e Amarela.
Estes incentivos podem liberar crédito a um preço mais baixo para o consumidor, que deve voltar a sonhar com a casa própria e elevar a busca por imóveis.
Outro ponto é o Auxílio Brasil, que voltará a se chamar Bolsa Família e será de R$ 600 mensais no próximo ano, fomentando ainda mais o mercado com um canal de recursos voltado ao público de baixa renda.
Como as ações devem reagir?
Os investidores devem enxergar de forma positiva a retomada na margem bruta e maior volume de vendas da empresa dentro de um cenário mais otimista.
Portanto, os papéis que acumulam 74,5% de queda no ano, devem abrir em alta no pregão desta terça-feira (20).