Os investidores estrangeiros encerraram o mês de junho com retirada líquida de R$ 4,23 bilhões da bolsa brasileira, tornando-se o sexto mês consecutivo no vermelho e o pior desempenho mensal desde 2018. No acumulado de 2024 até junho, saldo líquido negativo soma R$ 38,86 bilhões. A saída de capital estrangeiros da B3 no primeiro semestre deste ano já é a maior desde 2020, ano da pandemia que levou a uma saída de R$ 76,504 bilhões nos primeiros seis meses do ano.
Com o real acumulando desvalorização de 5,70% ante o dólar em junho, e de 12,90% no primeiro semestre de 2024, os investimentos no Brasil perdem a atratividade para os investidores estrangeiros. Adiciona-se a essa equação a incerteza em torno da política de juros nos Estados Unidos, diante da persistência de uma atividade econômica forte e discursos mais conservadores de membros do Federal Reserve (Fed), que têm enfatizado a importância de obter certeza sobre a trajetória da inflação local em direção à meta antes de iniciar qualquer processo de corte de juros.
Além dos fatores externos que têm impacto direto, a incerteza em relação ao futuro da política fiscal e os ruídos sobre divergências internas no Comitê de Política Monetária (Copom) também levam os investidores estrangeiros a questionarem se o Brasil é uma escolha viável.
Esses aspectos contribuem para o impacto da significativa saída de investidores estrangeiros da B3 desde o início deste ano, refletido na perda acumulada de 7,66% registrada pelo Ibovespa no primeiro semestre de 2024. Essa correlação evidencia a influência direta que o movimento dos investidores estrangeiros tem sobre o mercado acionário brasileiro, especialmente considerando sua notável presença, representando 52,8% do total de participação, é relevante notar que, de maio para junho, os investidores estrangeiros reduziram sua participação na B3 em 3,4 pontos percentuais.
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