O mês de setembro foi marcado por movimentos significativos nos mercados financeiros, impulsionados pelo corte de 50 pontos-base na taxa de juros dos Estados Unidos, o primeiro desde 2020. Essa decisão, juntamente com um pacote de estímulos na China, favoreceu ativos de risco. Aqui estão os investimentos que lideraram o ranking de rentabilidade nominal em setembro:
- SSE Composite – China: +17,39%
O governo chinês lançou um amplo pacote de estímulos, incluindo cortes de juros e apoio aos mercados imobiliário e de ações. Essas medidas impulsionaram o maior rali semanal da bolsa chinesa desde 2008, levando o índice SSE Composite a fechar o mês com alta de 17,39%. A confiança dos investidores foi restaurada pelas ações do governo, que visam estabilizar a economia e combater a desaceleração.
Esse rali representou uma forte alta nos preços das ações, alimentada pelas expectativas positivas em relação ao impacto das medidas de estímulo econômico anunciadas.
- Bitcoin: +3,47%
O mercado de criptomoedas, com destaque para o Bitcoin, respondeu de forma positiva ao corte de 0,50 ponto percentual na taxa de juros dos Estados Unidos, estabelecido pelo Fed em 18 de setembro. Esta foi a primeira redução desde 2020, despertando um maior apetite por ativos de risco. Com os juros agora estabelecidos entre 4,75% e 5,00% ao ano, os investidores direcionaram suas atenções para um cenário de liquidez mais favorável, o que impulsionou a demanda por criptomoedas. Apesar desse otimismo, a volatilidade permanece, com o mercado especulando sobre possíveis novos cortes de juros.
Principais índices dos EUA
Os principais índices dos EUA, como Nasdaq Composite, S&P 500 e Dow Jones, encerraram setembro em alta, refletindo o impacto direto do corte de juros pelo Federal Reserve. Com o crédito mais acessível, setores como tecnologia lideraram os ganhos, impulsionando o Nasdaq a uma valorização de 2,66%, colocando-o em terceiro lugar no ranking.
O S&P 500 e o Dow Jones também foram beneficiados pela maior atratividade das ações em um ambiente de juros mais baixos, subindo 2,02% e 1,85% respectivamente, ocupando a quarta e quinta posições. A expectativa de novos cortes, embora administrada com cautela, mantém o otimismo nos mercados, com todos esses índices reagindo ao mesmo cenário macroeconômico: a política monetária mais cautelosa do Fed e a projeção de mais reduções nas taxas nas próximas reuniões.
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