Ranking de investimentos de maio de 2026

Fonte: Shutterstock/Golden Dayz

Em maio de 2026, os mercados globais foram influenciados pelos encontros do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, com os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Xi Jinping, além das negociações entre os países e das tensões geopolíticas no Oriente Médio, que mantiveram os preços do petróleo elevados e ampliaram a volatilidade dos ativos. 

No Brasil, o cenário foi marcado por cautela após o IPCA de abril (+0,67%) e o IPCA-15 de maio (+0,62%) superarem as expectativas do mercado. Nos Estados Unidos, a criação de 115 mil vagas de trabalho em abril veio acima do esperado, enquanto a inflação ao consumidor (CPI) avançou 0,6% e o índice PCE subiu 0,4%, reforçando as incertezas sobre a trajetória dos juros americanos. 

Maiores rendimentos 

Nikkei 225 (+11,88%) 

O índice Nikkei 225, principal indicador da Bolsa de Tóquio, encerrou maio em forte alta, impulsionado por uma combinação de fatores externos e domésticos. O mercado reagiu positivamente às expectativas de um possível acordo entre Estados Unidos e Irã, ao avanço das compras de investidores estrangeiros em ações japonesas e ao desempenho robusto das empresas ligadas à tecnologia e inteligência artificial. 

Entre os destaques esteve o grupo SoftBank, beneficiado pelo otimismo em torno da OpenAI, controladora do ChatGPT, após sinalizações relacionadas a uma possível oferta pública. Empresas do setor de semicondutores e fornecedoras de hardware voltado à inteligência artificial também contribuíram para o avanço do índice. 

Além disso, o enfraquecimento do iene ampliou o interesse de investidores internacionais por companhias japonesas, enquanto declarações do presidente Donald Trump indicando avanços nas negociações para encerrar o conflito envolvendo o Irã reforçaram o apetite por risco nos mercados globais. 

BDRX (+9,22%) 

O BDRX, índice que mede o desempenho médio dos BDRs negociados na B3, avançou em maio impulsionado principalmente pelas gigantes de tecnologia norte-americanas. 

A Nvidia (NVDC34), que possui a maior participação no índice, reportou lucro líquido de US$ 58,3 bilhões no primeiro trimestre de 2026, crescimento expressivo frente ao mesmo período do ano anterior, além de receita de US$ 81,6 bilhões. A companhia segue sendo beneficiada pela forte demanda relacionada à inteligência artificial. 

A Apple (AAPL34) também contribuiu positivamente para o desempenho do índice ao registrar lucro líquido de US$ 29,5 bilhões no início de 2026, impulsionada pelo avanço nas vendas de iPhones. 

Já a Microsoft (MSFT34) apresentou lucro líquido de US$ 31,7 bilhões no primeiro trimestre, acima do registrado um ano antes, reforçando o bom momento das empresas de tecnologia de grande capitalização. 

Nasdaq Composite (+8,39%) 

O Nasdaq Composite apresentou forte recuperação em maio, refletindo a resiliência das empresas de tecnologia e o avanço do otimismo em torno da inteligência artificial. O índice, que reúne mais de 3 mil ações listadas na Nasdaq, foi beneficiado pela melhora do sentimento dos investidores mesmo em meio às incertezas geopolíticas. 

Dados econômicos mostraram expansão da economia norte-americana no primeiro trimestre, sustentada principalmente pelo aumento dos gastos do governo. Ainda assim, o mercado seguiu atento aos impactos da guerra envolvendo o Irã sobre os preços da energia e o consumo das famílias. 

As ações de tecnologia também foram favorecidas pela queda nos rendimentos dos Treasuries dos Estados Unidos, o que ampliou o fluxo para ativos de crescimento. Além disso, investidores acompanharam as negociações diplomáticas entre Washington e Teerã para prolongar o cessar-fogo e discutir o programa nuclear iraniano. 

S&P 500 (+5,18%) 

O S&P 500 encerrou maio em alta sustentado pelo desempenho positivo dos setores de tecnologia e energia. O avanço das empresas ligadas à inteligência artificial continuou apoiando o índice, enquanto a valorização do petróleo diante das tensões no Oriente Médio beneficiou companhias do setor energético. 

O índice também refletiu a resiliência dos resultados corporativos nos Estados Unidos, em um ambiente ainda marcado por consumo relativamente forte. O setor financeiro contribuiu para a estabilidade do mercado, mesmo em um cenário de juros elevados. 

Além disso, o mercado reagiu positivamente aos encontros diplomáticos entre Donald Trump e Xi Jinping, bem como às negociações entre Estados Unidos e Irã para reduzir as tensões geopolíticas no Oriente Médio. 

Menores rendimentos 

Ethereum (-9,48%) 

O Ethereum perdeu força ao longo de maio em meio a um ambiente mais desafiador para os ativos de risco. A combinação entre política monetária restritiva, juros elevados e tensões geopolíticas reduziu o apetite dos investidores pelo mercado de criptomoedas. 

O ativo também foi pressionado por saídas relevantes de recursos dos ETFs spot de Ethereum, ampliando as preocupações em torno da demanda institucional. Além disso, parte do fluxo do mercado migrou para o Bitcoin, que concentrou maior interesse dos investidores diante da ausência de novos gatilhos positivos de curto prazo para o Ethereum. 

Esse movimento levou a liquidações no setor e aumentou a volatilidade da criptomoeda ao longo do período. 

MSCI Brasil (-9,25%) 

O MSCI Brasil, índice de referência para investidores estrangeiros no mercado brasileiro, registrou forte queda em maio pressionado pela saída de capital externo e pelo aumento da percepção de risco em relação ao país. 

A inflação acima do esperado e as preocupações fiscais reduziram a atratividade dos ativos brasileiros frente aos títulos do Tesouro americano, levando investidores globais a diminuírem exposição ao mercado local. 

Além disso, ações relevantes na composição do índice apresentaram desempenho negativo no período. Entre os destaques de queda estiveram Nubank (ROXO34), Itaú (ITUB4) e Petrobras (PETR3; PETR4), refletindo o movimento de aversão ao risco e retirada de fluxo estrangeiro da Bolsa brasileira. 

IDIV (-7,61%) 

O IDIV, índice que reúne empresas com histórico de pagamento de dividendos, recuou em maio diante do aumento da atratividade da renda fixa. 

Com os juros elevados e os títulos públicos oferecendo retornos reais mais altos, investidores passaram a migrar parte dos recursos para ativos considerados mais seguros. Empresas dos setores de utilidade pública e saneamento, que possuem peso relevante no índice, foram particularmente afetadas devido à maior sensibilidade aos juros de longo prazo. 

Além disso, a saída de capital estrangeiro da Bolsa brasileira, a valorização do dólar e as incertezas fiscais locais ampliaram a pressão sobre o mercado acionário doméstico ao longo do período. 

Em maio, os mercados foram influenciados principalmente pelas expectativas para os juros globais e pelas tensões geopolíticas. Enquanto os índices internacionais registraram ganhos impulsionados pelo setor de tecnologia, os ativos brasileiros encerraram o mês pressionados pela saída de capital estrangeiro e pelas preocupações com o cenário fiscal. 

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