Ontem, terça-feira (14), a Petrobras anunciou o término do mandato de Jean Paul Prates como CEO da empresa. A decisão foi tomada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que demitiu Prates da presidência da companhia. Magda Chambriard foi convidada para assumir o posto e aceitou o convite, tornando-se a nova presidente da Petrobras.
A demissão de Prates ocorre em meio a uma avaliação do governo de que sua permanência no cargo havia se tornado insustentável. O episódio mais recente que contribuiu para essa percepção foi a polêmica sobre o pagamento de dividendos aos acionistas da Petrobras. Prates se absteve na votação, contrariando a orientação do governo, o que não foi bem recebido no Palácio do Planalto.
Apesar das frequentes discordâncias entre Prates e o Executivo, sua saída não era esperada pelo mercado neste momento. A reação imediata dos investidores refletiu a surpresa: as ações PETR3 fecharam com uma queda de 6,78%, cotadas a R$40,02, enquanto PETR4 caiu 6,04%, cotada a R$38,40. Esta foi a maior variação negativa desde o dia 8 de março de 2024, quando as ações registraram quedas de 10,37% e 10,57% respectivamente. Na ocasião, o mercado esperava um pagamento de dividendos extraordinário, o que não ocorreu.
As negociações das ações da Petrobras foram interrompidas entre 12h30 e 12h50 nesta quarta-feira (15) na B3.
A troca na presidência da Petrobras traz novas expectativas e incertezas quanto ao futuro da companhia sob a liderança de Magda Chambriard.
Em seus 70 anos de história, Magda Chambriard se torna a 43º presidente da Petrobras. Esta sucessão rápida revela uma média de permanência de líderes à frente da empresa de cerca de um ano e meio.
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