Um dos principais acionistas da Vibra (VBBR3), o fundo Samambaia, divulgou na terça-feira (5) que reduziu a participação na companhia. O movimento ocorre após o preço das ações da empresa cair 14% em junho. No acumulado de 2022, os papéis amargam queda de quase 23%.
O fundo Samambaia e seu fundador, Ronaldo Cezar Coelho, são os principais acionistas da Vibra e forma um grupo com a gestora de investimentos Dynamo que vota conjuntamente em assuntos relacionados à empresa.
Em comunicado divulgado na noite de terça-feira (6), a Vibra disse que a participação conjunta deste grupo caiu para cerca de 174.4 milhões de ações ordinárias, o que representa 14,97% do capital social da companhia. Em 1 de julho, segundo dados da B3, essa fatia era maior, de 15,17%.
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A redução aconteceu por causa da venda de ações pelo Samambaia, que diminuiu sua fatia de 9,79% para 9,22%, segundo as informações divulgadas pela Vibra. Os fundos de investimento administrados pela Dynamo, por sua vez, aumentaram a participação – de 5,38% para 5,75%.
A Vibra, antiga BR Distribuidora, era subsidiária da Petrobras (PETR4) até 2019, e a nova diretoria será a primeira após a cisão com a estatal.
Quando o acordo de acionistas entre a Dynamo e o Samambaia foi anunciado, em outubro do ano passado, o bloco detinha 167,3 milhões de ações da Vibra, ou 14,4% do capital social.
Por volta das 10h50, as ações da Vibra subiam 0,55%, a R$ 16,51. Segundo dados coletados pela Refinitiv e disponíveis na plataforma TradeMap, 13 entre 15 instituições financeiras recomendam a compra dos papéis, enquanto duas sugerem neutralidade (nem compra nem venda).