Vendas de alimentos ajudam e Carrefour (CRFB3) tem Ebitda recorde no 2º trimestre, mas margem cai

Promoções para ganhar participação de mercado pressionam a rentabilidade da varejista

Foto: Divulgação

Conforme antecipado pelo mercado, as vendas de alimentos do Carrefour (CRFB3) tiveram forte alta no segundo trimestre, impulsionando o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) da rede de supermercados para a cifra recorde de R$ 1,7 bilhão, 24,5% acima do registrado no mesmo período de 2021.

O número, divulgado na noite desta terça-feira (26), também superou as expectativas de analistas como os da XP Investimentos, que apostavam em um Ebitda de R$ 1,47 bilhão, e os do UBS-BB, que projetavam R$ 1,508 bilhão.

Em termos de lucro líquido, o Grupo Carrefour encerrou o trimestre com R$ 600 milhões, valor 1,3% superior ao acumulado nos mesmos três meses de 2021 – e também mais alto do que as expectativas. A XP esperava um lucro líquido de R$ 400 milhões, e o UBS-BB, de US$ 505 milhões.

O Ebitda é reflexo das vendas brutas do grupo, que subiram 35,6% na comparação anual, para R$ 26,5 bilhões. As vendas líquidas tiveram alta de 35,9%, para R$ 24 bilhões.

Excluindo as vendas das lojas do Grupo Big, adquirido recentemente, que passaram a ser incorporadas no resultado em junho, as vendas totalizaram R$ 24,5 bilhões – alta de 25,5% no ano a ano -, e o Ebitda teve expansão anual de 17,5%, para R$ 1,6 bilhão (também recorde para o período).

Apesar disso, a margem Ebitda teve contração na mesma base de comparação, de 0,7 ponto percentual, para 7,1%, enquanto a margem bruta recuou 1,4 p.p, para 19%. A redução nas margens já era antecipada pelo mercado, devido principalmente ao aumento de promoções, segundo analistas da Genial Investimentos.

“Em rentabilidade, esperamos uma pressão ano a ano devido aos investimentos da companhia para ganho de market share“, escreveram analistas da Eleven Financial, em prévia do balanço. Em termos de participação de mercado, o grupo teve expansão de 1,2 ponto percentual no trimestre, em relação aos mesmos três meses do ano passado, de acordo com a Nielsen, em dados citados no balanço.

No Atacadão, braço de atacarejo da rede, as vendas brutas cresceram 29,4%, para R$ 18,26 bilhões. As vendas no segmento de varejo, por sua vez, subiram 15,2%, para R$ 6,239 bilhões.

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O grupo também registrou expansão em suas vendas digitais, com o valor geral de vendas (GMV) alcançando R$ 1,5 bilhão no segundo trimestre, mais de duas vezes acima do anotado no mesmo período do ano anterior. Também aqui, diz a companhia, o aumento foi impulsionado pela categoria de alimentos.

Ainda que tenha registrado aumento nas vendas, o grupo Carrefour afirma ter identificado mudanças no comportamento de compras de seus clientes, que indicam a busca por produtos mais acessíveis, como o aumento da frequência de visitas e diminuição do ticket médio, o aumento das vendas de carne suína vs. a bovina e o aumento da penetração de produtos de marca própria.

Apesar de os alimentos terem sido destaque, outras categorias também tiveram recuperação, como bazar e têxtil, com aumentos de 9,3% e 4,3% nas vendas, respectivamente. Os eletrodomésticos seguem em território negativo.

Finalmente, a unidade de negócios financeiros, o Banco Carrefour, teve aumento de 9,4% no faturamento bruto, para R$ 12,9 bilhões, impulsionado por cartões de crédito.

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