Varejo tem alta de 18% em março, mostra índice da Cielo; mas ações do setor caem

Varejo registra quinto mês consecutivo de alta, mas ainda está em nível abaixo do pré-pandemia

Foto: Shutterstock

As vendas no varejo brasileiro cresceram 18% em março ante igual mês do ano passado, mostra o Índice Cielo do Varejo Ampliado (ICVA), publicado nesta segunda-feira (18) e que exclui os efeitos da inflação. Sem os descontos da inflação, a expansão seria de 33,4%.

Apesar do avanço, o varejo ainda está 6,4% do nível anterior à pandemia, na conta que retira o efeito inflacionário.

Os setores de serviço, como turismo, transporte, bares e restaurantes, apesar dos crescimentos observados nos últimos meses, ainda estão abaixo do período pré-pandemia, bem como o setor de vestuário”, afirma o Head de Inteligência da Cielo, Pedro Lippi, em comunicado.

O executivo, contudo, ressalta que a expansão vista em março reforça a tendência de recuperação do setor. “Março foi o quinto mês seguido de alta”, ele diz.

As ações de empresas do setor de varejo seguem sofrendo na Bolsa por causa de indicadores desfavoráveis para o consumo, como a alta de juros, que encarecem o crédito, e a inflação alta, que reduz a renda disponível da população para o consumo de itens não essenciais.

Os papéis do setor continuam registrando queda desde o início do mês, quando um pico foi anotado. O Icon, índice da B3 que agrega empresas dos setores de consumo cíclico, consumo não cíclico e saúde, acumula uma queda de 9% em abril.

Entre os destaques das quedas do setor varejista no mês, estavam as ações da Via (-18,23%), Marisa (-16,51%) e Americanas (-13,84%).

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